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Dados estruturados: o guia definitivo para aplicar e melhorar resultados em SEO

Dados estruturados são uma forma organizada de apresentar informações relevantes para os crawlers do Google. Eles facilitam a compreensão do conteúdo de uma página, melhoram a experiência do usuário e atraem mais cliques. Veja como implementar!

Entre diversas estratégias de SEO, os dados estruturados emergem como um curinga que você precisa apostar.

No post de hoje, vamos te mostrar não só seus benefícios, mas como criar, adicionar e monitorar o desempenho do schema nas páginas do seu site.

Se você busca estratégias que façam sua marca se destacar e conquistar patamares mais altos, saiba que está ao lugar certo.

Parte 1: Entendendo os dados estruturados em SEO

Antes de se aprofundar na parte prática, é importante entender o que são dados estruturados e como eles podem impactar seu site positivamente.

Nessa primeira parte, você vai compreender o básico sobre esse tipo de marcação.

O que são dados estruturados?

Os dados estruturados, ou schema markup, representam um conjunto de informações que indicam o que determinada página aborda.

Imagine que você administra um e-commerce que vende roupas masculinas. Seu catálogo é completo, com as últimas novidades da moda. As páginas de produto são bem organizadas, com informações relevantes. Mas, o site não tem dados estruturados.

Quando um usuário pesquisar por “camisa masculina”, o Google pode ter dificuldade em encontrar e exibir os produtos da loja. Isso acontece, pois os robôs não têm informações suficientes sobre esses itens para entender se eles realmente correspondem à busca do usuário ou não.

É claro que o SEO on-page e outras táticas de otimização bem feitas podem ajudar seu site a crescer.

Mas, adicionar dados estruturados funciona como a cereja do bolo. 

A partir dessa marcação, você fornece dados aos robôs do Google para que eles tenham ainda mais clareza e entendam quando exibir a sua página ao usuário.

Diferentemente de nós, os Googlebots não têm capacidade de interpretar o contexto e as nuances de um texto. 

Nesse sentido, a inclusão do schema garante que as informações sejam catalogadas da maneira certa. E, assim, exibidas nos resultados de pesquisa mais adequados.

Leia também: O que é o Link Building? Entenda a importância da estratégia para a visibilidade do seu negócio

Tipos de dados estruturados

Existem dados estruturados de todos os tipos e para todos os fins. Alguns dos mais comuns são:

  • Article: usado como marcação em artigos de blog, notícias e outros conteúdos textuais informativos.
  • Product: para delinear produtos disponíveis em e-commerce e marketplaces.
  • Recipe: indicado para marcar receitas culinárias em blogs e sites gastronômicos.
  • Local business: indicado para toda e qualquer empresa com espaço físico, como lojas, restaurantes, consultórios.
  • Event: para shows, workshops e qualquer tipo de encontro.

Dica de expert: esses e outros tipos podem ser encontrados no Schema.org. O projeto reúne mais de 400 dados estruturados, todos disponíveis para o público.

Por que os dados estruturados são importantes em SEO?

Ao fornecer pistas sobre o conteúdo do seu domínio, você garante que seu site seja exibido nos resultados de pesquisa mais relevantes para o usuário.

O melhor é que os schemas podem transformar o seu mero snippet em um rich snippet. Eles são mais informativos e atraentes, o que tende a aumentar a taxa de cliques (CTR) e  o tráfego orgânico.

Exemplo de dados estruturados na SERP do Google.

Apesar de não ser um fator de ranqueamento, estudos demonstram que a maioria dos resultados que aparecem na primeira página têm dados estruturados.

Um levantamento feito pelo Semrush mostra que 17% das páginas mais bem ranqueadas usam essa marcação.

Gráfico com a porcentagem de páginas com schema.org.
Fonte: Semrush

Quem sabe seu site garante um rich snippet!?

Os rich snippets, ou resultados ricos, são trechos informativos exibidos nos resultados de pesquisa além do título SEO, URL e meta description padrão.

Eles são mais atraentes visualmente, pois trazem informações complementares que chamam a atenção do usuário.

Exemplo de dados estruturados na SERP do Google.

No exemplo acima, veja que o site exibe as avaliações feitas pelos usuários e o preço mínimo de uma geladeira inox. Esses dados são valiosos e fazem toda a diferença na tomada de decisão.

É muito mais atraente do que o resultado abaixo, que não traz nenhuma informação extra relevante. Veja:

Exemplo de snippet sem dados estruturados.

O mais legal é que o rich snippet pode ser conquistado por qualquer site. De e-commerces a artigos de blog, qualquer domínio pode ser enriquecido.

Mas, é claro: os dados que aparecem no rich snippet dependem do tipo de conteúdo da sua página e da marcação que você quer implementar.

Extra: atenção aos formatos compatíveis com o Google

Existem diferentes formatos de schema. Cada um tem sua finalidade própria e modo de implementação. Os mais populares são:

  1. JSON-LD: leve, flexível e fácil de ler, deve ser inserido no cabeçalho <head> do HTML ou dentro de uma tag <script>, com o tipo application/ld+json.
  2. Microdados: é um formato mais antigo, mas ainda suportado pelos mecanismos de pesquisa. Eles podem ser inseridos diretamente nas tags HTML, geralmente no cabeçalho <head>
  3. RDFa: é o formato mais complexo em comparação aos anteriores. Eles são inseridos no corpo da página ou no cabeçalho <head>.

O formato JSON-LD é o mais recomendado pelo Google. Entre tantos motivos, esse tipo é o mais fácil de escrever, ler e entender; fácil de visualizar e estruturar, mesmo por iniciantes.

Parte 2: Como criar dados estruturados para o seu site

Você já está a par dos dados estruturados, entendeu a importância e relevância dele para os usuários e crawlers. Agora é hora de aprender como criá-los.

Spoiler: você não precisa ser um especialista em código para criar o schema do seu site.

Com o Assistente de Marcação do Google

O Google possui um Assistente de Marcação Schema básico, bem simples de usar. Nele estão disponíveis apenas 12 tipos de dados estruturados. Apesar da pouca quantidade, são alguns dos mais utilizados por profissionais de SEO.

Passo 1: Escolha a marcação e cole a URL do seu site

Para começar, certifique-se que você selecionou a opção “Website”.

Print screen da tela do assistente de marcação do Google.

Então, escolha qual é o tipo de schema que você quer usar e cole a URL no campo solicitado. Também dá para adicionar o HTML da página, se você preferir.

Depois, é só “começar a marcar”.

Passo 2: Selecione as informações conforme o dado estruturado definido

Ao carregar a página, ao lado direito, o assistente mostra quais informações são obrigatórias e opcionais no schema escolhido.

Para adicionar, é só navegar pela página e selecionar os registros solicitados pelo Google.

GIF detalhando como funciona o assistente do Google.

Quando todas as informações estiverem preenchidas, clique em “Criar HTML”. Em poucos segundos, o Assistente cria o código com os dados disponibilizados. 

Dá para salvar nos formatos JSON-JD ou Microdados.

Print screen da tela do assistente de marcação de dados estruturados do Google.

2. Com inteligência artificial

Não encontrou o dado estruturado que estava precisando? Use a inteligência artificial! Ferramentas como ChatGPT e Niara são auxiliares na criação de códigos.

Não importa qual IA você vai usar: todas elas podem te ajudar a criar schemas variados, no formato que quiser.

No ChatSEO da Niara, dá para usar o prompt disponível na Biblioteca deles. Assim, você não precisa perder tempo escrevendo um prompt do zero.

É só especificar qual tipo de dado estruturado você quer e gerar:

Print screen da tela do chat da Niara fornecendo dados estruturados.

Viu como você não precisa ser um expert em programação para fazer schemas para o seu site?

Parte 3: Como adicionar dados estruturados no site

Após estar com o código em mãos, é hora de adicionar o schema markup nas páginas do seu site.

A seguir, mostramos 3 maneiras de implementar esses dados.

1. Manualmente no código HTML

Quem entende de código pode inserir o código diretamente no arquivo HTML. A edição pode ser feita via CMS, como WordPress ou Hubspot, através do painel de administração.

No caso do JSON-LD, é necessário inserir uma tag <script> no cabeçalho, antes da tag </head>. Então é só colar o código feito anteriormente e salvar.

Na prática, deve ter a seguinte estrutura:

JSON-LD

2. Via plugins disponíveis em CMS

Calma!

Existem maneiras mais fáceis de inserir dados estruturados no seu site. Plugins, como Yoast e RankMath possuem áreas específicas de schema markup.

Veja o tutorial disponibilizado pelo Yoast para fazer agora:

Agora, se você usa o RankMath, dá uma olhada nesse outro tutorial:

3. Via editor de texto

Dica de expert: Especificamente para artigos ou publicações, você pode usar o próprio editor de texto para incluir o código do dado estruturado.

No caso do WordPress, é só selecionar a opção “Texto” no editor antigo:

como inserir dados estruturados no editor de textos antigo do WordPress

Ou digitar “/html no novo editor:

Como inserir dados estruturados no editor de texto de blocos do WordPress.

Em seguida, tudo o que você precisa fazer é colar o código gerado no Passo 2 e atualizar o conteúdo.

Pronto!

Leia também: Confira 16 dicas valiosas para uma redação SEO completamente otimizada

Parte 4: Como validar se os dados estruturados estão funcionando

Não pense que acabou. É preciso validar que os dados estão funcionando corretamente. Essa etapa é simples e você pode usar uma ferramenta gratuita do Google.

Conheça o Teste de Pesquisa Aprimorada do Google

A maneira mais prática de conferir se está tudo ok é com o Teste de Pesquisa Aprimorada.

O teste valida se os dados detectados na página estão em conformidade às diretrizes do Google. Ele também identifica qualquer problema ou erro crítico que precisa ser revisado.

Caso esteja tudo certo, de acordo com o que a plataforma exige, o resultado do teste vai mostrar todos os schemas encontrados e validados:

Exemplo de dados estruturados validados pelo teste do Google.

Quando o dado estruturado não está certo, a resposta será diferente:

Exemplo de dados estruturados com erros no teste do Google.

Para entender o que está acontecendo, selecione o item classificado como “inválido”. O Google vai te mostrar exatamente o que está acontecendo e precisa ser revisado, como no exemplo abaixo:

Print screen de teste de dados estruturados do Google informando possíveis erros em uma estrutura.

Nesse caso, quem montou o código esqueceu de adicionar um dos itens obrigatórios exigidos pelo Google. Por isso, o dado estruturado não funciona.

Caso isso aconteça, repita os Passos 2, 3 e 4.

Parte 5: Como monitorar resultados

Nesse passo, o Google Search Console será seu maior aliado. 

Veja como monitorar o status de funcionamento e a performance dos dados estruturados a seguir.

Use o painel “Melhorias”

Quando o schema é implementado no site, o Google Search Console passa a exibir o painel “Melhorias” no canto esquerdo, abaixo de “Experiência”.

Ou, ainda, em “Visão geral”, role a página até o final para ter um panorama sobre o funcionamento dos dados.

Sugestão de melhorias de dados estruturados de uma página, disponível no Google Search Console.

Se alguma entidade estiver inválida, basta clicar sobre o erro. O Google não só diz o que está acontecendo, como detalha quais URLs estão com erro.

Além disso, o legal é que a plataforma oferece uma documentação específica sobre cada problema.

Crie planilhas específicas de monitoramento

Dica de expert: antes de atualizar a página com dados estruturados, minha sugestão é que você crie uma planilha de acompanhamento. Anote a quantidade de impressões e cliques que as páginas receberam nos últimos 28 dias e, passado o período, anote os novos números.

Isso vai te trazer clareza quanto a performance do site pós-inclusão dos schemas.

Atenção aos dados estruturados na era da busca generativa!

O Search Engine Experience vai transformar as buscas orgânicas. 

Uma vez que a inteligência artificial do Google vai reorganizar os resultados de pesquisa, usar dados estruturados será um diferencial ainda maior.

Como a rede irá exibir resumos formados a partir de recortes da web, as marcações podem ajudar os crawlers a compreender conteúdos com ainda mais precisão.

Um schema bem implementado, corretamente preenchido – e mais: com identificadores exclusivos para além dos obrigatórios – pode ser uma vantagem competitiva, garantindo que os Googlebots entendam plenamente quando exibir sua página como resultado.

Parte 7: Indicações de dados estruturados para sites específicos

Não pense que acabou. Para facilitar a sua rotina separamos as principais marcações utilizadas em diferentes tipos de sites. Anote para não esquecer:

Dados estruturados recomendados para e-commerce

  1. Product: o schema de Product é usado para destacar informações como nome, descrição, preço, moeda, imagem, marca, avaliações e disponibilidade em estoque.
  2. BreadcrumbList: indica ao usuário o caminho que eles percorreram no site até alcançar o produto. Isso melhora a experiência do usuário, tornando a navegação mais amigável. Além disso, os breadcrumbs facilitam a indexação e organização das páginas para o SEO, mostrando ao Google quais são as páginas mais relevantes do site.
Exemplo de dados estruturados para e-commerce.

Dados estruturados recomendados para artigos de blog e portais de notícia

  1. Article: nesse caso, o schema divulga informações como título, autor, data de publicação, descrição, imagem principal, corpo do texto e categoria.
  2. NewsArticle: esse marcador é específico para notícias e reportagens jornalísticas. Inclua informações como data de publicação, editora, autor e corpo do texto.
  3. BreadcrumbList: mais uma vez, é indicado para melhorar a experiência do leitor e a indexação das páginas.
Exemplo de Dados estruturados recomendados para artigos de blog e portais de notícia.

Dados estruturados para negócios locais

  1. LocalBusiness: essencial para negócios físicos. Esse dado estruturado ajuda a marcar a empresa nos resultados de pesquisa local e no Google Maps. É importante adicionar informações como nome, endereço completo, telefone, horário de funcionamento, website, logotipo, categoria principal, produtos ou serviços oferecidos e avaliações de clientes.
  2. AggregateRating: também é indicado para negócios locais, uma vez que mostra a média de avaliações do negócio para outros usuários. Nele, é necessário adicionar o número total de avaliações, a classificação média e o link para páginas de avaliação para que outros leitores deixem sua opinião.
Exemplo de Dados estruturados para negócios locais.

Aumente a visibilidade do seu negócio com a Search One Digital!

Os dados estruturados são mais do que um código simples. Eles são uma ferramenta poderosa capaz de maximizar todo o potencial do seu site.

Seja para e-commerces, blogs, portais de notícia ou negócios locais, a implementação cuidadosa do schema markup pode fazer toda a diferença na maneira como o seu conteúdo é encontrado pelos Googlebots e notado pelos usuários.

Mas, ao invés de ter o trabalho de pensar numa estratégia nova por conta própria, deixe que os especialistas da Search One Digital façam isso por você. Sua marca merece e agradece!

Fale conosco e entenda como podemos te ajudar a alcançar resultados tangíveis a partir de hoje.

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