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Domain Authority (DA) e Domain Rating (DR) ainda são essenciais para link building? Conheça a história das métricas e seus papéis

Em 1996, após alguns estudos de experiências preliminares envolvendo modelos de cálculos para classificação de páginas nos motores de busca, Larry Page e Sergey Brin criaram o PageRank. 

A documentação do PageRank foi apresentada na universidade de Stanford (onde os 2 eram alunos) e moldou os primórdios do Google com sua maneira de funcionamento. Para falar bem a verdade, a documentação do PageRank foi o primeiro passo para a criação do Google. 

Como o PageRank funciona

O algoritmo PageRank produz uma distribuição de probabilidade usada para representar a chance de que uma pessoa clicando aleatoriamente em links chegue a qualquer página específica. Ele pode ser calculado para coleções de documentos de qualquer tamanho.

Os cálculos do PageRank requerem várias passagens, chamadas “iterações”, pela coleção para ajustar os valores aproximados do PageRank e com isso refletir o valor verdadeiro. 

Uma probabilidade é expressa como um valor numérico entre 0 e 1. Uma probabilidade de 0.5 é comumente expressa como uma “chance de 50%” de algo acontecer. 

Portanto, um documento com um PageRank de 0.5 significa que há uma chance de 50% de que uma pessoa clicando em um link aleatório seja direcionada a esse documento.

Pense em um pequeno universo de quatro páginas da web: A, B, C e D. 

Links de uma página para ela mesma são ignorados.

Múltiplos links de saída de uma página para outra página são tratados como um único link. 

O PageRank é inicializado com o mesmo valor para todas as páginas. 

Na forma original, a soma do PageRank sobre todas as páginas é o número total de páginas na web naquele momento, então cada página neste exemplo teria um valor inicial de 1. 

No entanto, versões posteriores do PageRank, e o restante desta seção, assumem uma distribuição de probabilidade entre 0 e 1. 

Portanto, o valor inicial para cada página neste exemplo é 0.25. O PageRank transferido de uma página dada para os destinos de seus links de saída na próxima iteração é dividido igualmente entre todos os links de saída. Se os únicos links no sistema fossem das páginas B, C e D para A, cada link transferiria 0.25 PageRank para A na próxima iteração, totalizando 0.75.

Fórmula do PageRank.

Suponha, em vez disso, que a página B tivesse um link para as páginas C e A, a página C tivesse um link para a página A, e a página D tivesse links para todas as três páginas. 

Assim, na primeira iteração, a página B transferiria metade de seu valor existente (0.125) para a página A e a outra metade (0.125) para a página C. 

A página C transferiria todo o seu valor existente (0.25) para a única página à qual se vincula, A. Como D tinha três links de saída, ele transferiria um terço de seu valor existente, ou aproximadamente 0.083, para A. Ao término desta iteração, a página A terá um PageRank de aproximadamente 0.458.

Fórmula do PageRank.

Em outras palavras, o PageRank conferido por um link de saída é igual à pontuação do peso e importância da página dividida pelo número de links de saída L().

Fórmula para calcular o PageRank.

No geral, o valor do Page Rank pode ser apresentado como: 

Uma das fórmulas para cálculo do pagerank.

O valor do PageRank para uma página u depende dos valores do PageRank para cada página v contida no conjunto Bu (o conjunto contendo todas as páginas que vinculam à página u), dividido pelo número L(v) de links da página B.

Resumindo este processo, o Page Rank tinha um valor de 0 a 10 e quanto mais links de qualidade, mais próximo do 10 uma página ficava. 

Por isso, os links em domínios únicos (desde que tenham valor agregado) ainda são os mais potentes. Se você tem um site A linkando apenas uma vez para um site B e um site C linkando 10 vezes para o site B, a maior força entre estes links sempre será de A para B. Quanto mais links de um site para outro, mais diluída fica a pontuação. 

Mas, como as pessoas tinham acesso a esta métrica, sem precisar realizar todos esses cálculos? 

Quando o Page Rank era atualizado pelo Google, o buscador tinha uma extensão para medir sua qualidade: 

Print screen de uma tela antiga do Google com o ícone do PageRank.

Tudo era baseado nos links, na quantidade deles e em como eles davam força a um domínio. 

Pois bem, ao perceber que os links eram os principais fatores para ganho de Page Rank, os SEOs da época (começo dos anos 2000), iniciaram um trabalho árduo para ganhar links para suas páginas. Nesta época, algumas estratégias foram amplamente utilizadas. São elas: 

Aplicação do site em diretórios

Lembra daquele livro enorme e amarelo que tinha na sua casa? Um livro onde você podia encontrar todas as informações e telefones de empresas e também pessoas? Pois as páginas amarelas foram usadas durante anos como um modelo de busca por empresas e informações:

Fotografia de uma lista telefônica.

Com a chegada do Google, as páginas amarelas deram lugar aos diretórios. Sites com o mesmo objetivo. Neles, você poderia procurar empresas de produtos e serviços. Bastava realizar uma busca e tudo aparecia magicamente, sem ter que ficar folheando um livro enorme que era entregue na sua casa anualmente. 

O que os SEOs da época fizeram? Começaram a registrar os sites dos seus clientes em diretórios. Era muito simples. Bastava fazer um cadastro, colocar o email e uma senha e pronto. Dava para subir o logo da empresa, colocar uma breve descrição do que ela fazia, o telefone para contato e… o endereço do site! Ou seja, Links, links e links. 

E sem o menor trabalho estratégico. Era só contratar um estagiário e fazer ele passar o dia registrando o site em diretórios. 

Comentários em blogs

Outra estratégia bem utilizada na época era o comentário em blogs. – diga-se de passagem, algumas pessoas usam até hoje. 

Bastava buscar um blog que tivesse o mínimo fit com o sita da empresa e fazer comentários abaixo dos posts. Neste comentário, era possível inserir um pequeno texto e, claro, o link para determinado site! 

Print screen de uma caixa de comentários de um blog post.

Na época, essa estratégia virou uma febre. Uma série de pessoas ensinando a como comentar e inserir o link e mais dezenas de profissionais trabalhando para comentar! 

Leia também: Guia essencial de SEO On-Page: Entenda como otimizar sua página de forma prática e melhorar o ranqueamento

O começo do fim: Adeus ao PageRank?

Diante destas práticas, o Google começou a perceber que era muito fácil “burlar” o PageRank com todas essas estratégias. E o pior, elas não agregavam valor. A primeira atitude do buscador foi informar que links em diretórios e comentários não tinha o mesmo peso. 

Mas, por que, se era um link? Para o Google, um link funciona como um voto. Vamos trocar o nome “link” por “referência” Imagine uma referência que você pode manipular. Qual vai ser o valor dela? 

Se o link funciona como um voto e quanto mais votos, mais você tem credibilidade, a possibilidade de fazer isso de forma gratuita e deliberada passou a ser vista com maus olhos pelo buscador. 

Se um site tem um PageRank alto, ele, consequentemente, estaria melhor posicionado no buscador, já que links são um dos mais importantes fatores de ranqueamento. Então, a qualidade não era a força motriz, e sim a quantidade de links. 

Resumindo, o Google parou de divulgar a métrica do Page Rank e passou a comunicar que links em diretórios e comentários de blog deveriam ser nofollow e não tinham peso editorial. 

Foi uma revolução. E agora, o que fazer? Surgem então os Guest Posts e inserções em outros blogs. 

Mesmo assim, o Google parou de divulgar a métrica e deixou o estudo sobre a qualidade dos links e o que eles estavam trazendo de positivo para o site a cargo dos profissionais de SEO. 

Leia também: 26 melhores templates de email para fazer link building da forma certa

PageRank dá lugar ao D.A e D.R!

A ausência do PageRank instaurou uma guerra silenciosa na qual os soldados eram as ferramentas utilizadas para análises de site. Nestas, 3 se destacaram: Ahrefs, MOZ e SEMRUSH. 

O primeiro indício do D.A e D.R apareceu em uma ferramenta chamada Link Explorer da MOZ

Print screen do site da MOZ.

A diferença era a seguinte: Enquanto o PageRank era calculado de 0 a 10, o D.A vai de 0 a 100. 

D.A. – Domain Authorithy

D.A. é Autoridade de Domínio ou Domain Authorithy. Veja que na imagem acima, ao lado da métrica, vem a quantidade de domínios que linkam para o site da Amazon, bem como a quantidade de links internos que o site possui. 

O D.A também é medido pela quantidade de links que uma página tem. Ele não usa os mesmos fatores do Page Rank para cálculo, mas são métricas que se assemelham ao processo de classificação inicial criado pelo Larry Page e Sergey Brin. 

Contudo, o D.A também usa outros fatores para classificação além dos links como: tempo de existência do site, quantidade de links perdidos x links ganhos, spamicidade do site entre outros. 

Spamicidade? Sim! O Google tem uma documentação sobre sites Spam. Quanto mais spammy um site é, mais ele perde em autoridade de domínio. Sites com muitos anúncios, difícil navegação, problemas de usabiliade, cloacking, links ocultos…entre outros fatores, podem ser caracterizados como spammy. Para saber mais, basta acessar a documentação para spam do Google

Então o D.A é uma métrica que mede a autoridade de um domínio dentro do seu nicho de atuação. 

Mas, como eu disse acima, além da MOZ, o Ahrefs e o SEMrush também entraram na onda. 

Além do D.A, tem também o P.A, que é a autoridade da Página. Basicamente, uma página pode ter mais links que as demais do site. E mesmo os links dando força para o domínio como um todo, páginas mais estratégicas podem ter uma autoridade maior do que as demais inseridas no site. Por isso, esta métrica também existe. 

D.R – Domain Rating

O Aherfs, ferramenta mais adequada para análise de links em um site, tem uma métrica diferente. 

Print screen da tela do AHrefs.

Contudo, ela segue os mesmos padrões definitivos da MOZ. A quantidade de backlinks é quem dita os valores apontados pela métrica. No caso do Domain Rating, para encontrá-lo basta inserir o URL do site no Ahrefs e a ferramenta vai rodar um dashboard inicial com estes valores. 

Já o U.R, URL Rating é a métrica da página, assim como o P.A da MOZ. 

De acordo com a documentação do Ahrefs para o D.R temos uma definição bem simplista e simples de entender. 

O Domain Rating (DR) é uma métrica desenvolvida pela Ahrefs. Ele representa a força do perfil de links de um site em uma escala logarítmica de 0 a 100. Aqui, 0 é o valor mais baixo e 100 o mais alto. 

O Domain Rating é utilizado na comunidade de SEO para avaliar oportunidades de construção de links e estimar a autoridade do site adquirida por meio de backlinks.

Um ponto interessante é que o Ahrefs afirma que o site encontrou uma correlação entre o DR do site e o número de palavras-chave para as quais ele se classifica. 

Isso significa que o Domain Rating pode ser usado para estimar a capacidade de um site de obter tráfego orgânico do Google.

Aqui, vale um adendo importante. O número do D.R depende também do nicho de atuação. Quanto maior e mais amplo o nicho, mais D.R será apresentado. Não adianta você ter um site institucional que comercializa aparelhos para exames de radiologia e querer ter o mesmo D.R de uma loja virtual que vende produtos para clínicas. 

A amplitude também é um fator importante. Por isso, é sempre bom analisar o D.R conforme os seus concorrentes diretos e, talvez, usar um benchmarking mais amplo para saber onde quer chegar. 

Leia também: O que é o Link Building? Entenda a importância da estratégia para a visibilidade do seu negócio

Authorithy Score – SEMRUSH

Print Screen da tela do SEMrush.

No SEMrush, uma das principais ferramentas utilizadas para o marketing digital atualmente, a métrica é designada por Authorithy Score. Ao invés de dividir por página ou domínio total, como nas outras ferramentas de SEO, o A.S é mais amplo e aponta o score do site todo. 

Além das 3 ferramentas apresentadas aqui, o Majestic e Similar Web possuem suas métricas. 

Mas, como saber qual delas está certa? Não existe esta resposta. O jeito é mesmo acompanhar o site e usar as métricas de D.R em concordância com outras. Ela, por si e apenas por si, é inválida para direcionamento de estratégias. 

Como aumentar o D.R de um site?

Links! E.E.A.T, U.X, Performance… ou seja, atualmente, os links não são os únicos que podem aumentar o D.R de uma página. É preciso um conjunto de estratégias com um bom plano de ação para conseguir mais pontos. 

O fato é que o D.R, unido com outras métricas de análises e KPIS (Key performance indicators), podem, sim, apontar um direcionamento sobre a saúde de um site. 

Para aumentar o D.R é importante que você tenha um bom SEO no site, um conteúdo relevante e que agregue valor ao seu público-alvo e links importantes e qualitativos. Antes, a quantidade era crucial. Hoje, a qualidade se tornou o diferencial. 

Dica de expert: Para aumentar o D.R do seu site, foque em campanhas de Digital PR que unem conteúdo, link building e assessoria de imprensa! 

A única métrica válida é a do Google

Todas as métricas apresentadas acima, incluindo o D.R, são apenas uma amostra paliativa para apresentar o valor de um site em seu nicho de atuação. Nenhuma tem o mecanismo utilizado pelo PageRank, portanto são baseadas nos estudos das páginas indexadas. 

Elas valem? Claro. Mas, não podem ditar regras. Eu mesma, já vi casos de sites terem um tráfego absurdo e um bom brand awareness, mas ter uma métrica baixa no D.R do Ahrefs. Portanto, a dica é: muito cuidado na hora de usá-la a ferro e fogo. 

Respondendo à pergunta do título desse artigo

Não! O D.A. ou D.R. não são divisores de águas. Sozinhas, hoje em dia, estas métricas não representam uma taxa de sucesso ou de derrota. Elas também NÃO DEVEM SER os únicos fatores na hora de analisar um site para conquistar um link. 

Agora que você já entendeu a complexidade de analisar as principais métricas de uma campanha de Link Building ou Digital PR, conte com especialistas no assunto para aumentar a visibilidade do seu negócio na internet.

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