O que é content marketing: conteúdo que não converte, não é conteúdo

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Content marketing ou marketing de conteúdo é uma estratégia de marketing digital que tem por objetivo atrair e fidelizar clientes

Você realmente sabe o que é content marketing? Se colocar isso no Google agora, vai encontrar mais de 5.660.000.000 resultados. Todos sobre o tema.

Mas, será que todos os conteúdos disponíveis realmente nos trazem tudo o que precisamos saber sobre content marketing? Acho que não. As informações estão todas divididas. É muita opinião. Então, vou tentar ser o mais clara possível e falar tudo o que você deve saber sobre o universo do conteúdo e como ele pode te ajudar, tá?

Tudo é conteúdo. Tudo é marketing

Isso mesmo. Tudo em uma página é conteúdo. Seja na página do seu blog, na página institucional do site. Nas redes sociais, no Youtube. Tudo é conteúdo. Tudo é uma maneira de captar a atenção do seu público-alvo.

Por isso que o Google divide em seu guideline de exigências o conteúdo em algumas partes. O principal, aquele que aparece o artigo na página, por exemplo, é o Main Content. Ou seja, toda página tem um conteúdo principal. Aquele que vai fazer os olhos de quem estar lendo brilhar. Certo?

Os demais como banners laterais, footer, header, informações de contato… também são conteúdos. Só que em uma página de blog eles se tornam secundários. Tudo depende do objetivo da página. Ela deve ter um propósito.

Agora que você já sabe que tudo é conteúdo e que existem diferentes importâncias para o conteúdo, dentro de uma mesma página, vamos começar do começo. Lá em 1899, quando a mais de 120 anos Elmo Lewis criou o método A.I.D.A!

Metódo A.I.D.A – Converter clientes é fácil?

Na época (séculos), Elmo tinha uma dificuldade em converter e ter mais clientes. Por isso, com base no comportamento humano (guarde esse tema que vamos falar sobre ele logo mais), ele criou um método cujo objetivo era melhorar o processo de vendas.

O princípio de tudo era: chamar a atenção de um potencial cliente, orientá-lo sobre o produto ou serviço e só depois transformar essa pessoa em cliente.

Entende-se então por A.I.D.A o seguinte:

  • A- Atração
  • I – Interesse
  • D- Desejo
  • A- Ação
print com um modelo de funil baseado no método aida

Vamos descobrir o que significa cada uma das siglas? Ah, já já eu falo o que elas têm a ver com Steve Jobs e o sucesso de vendas do iPhone.

Atenção

É aqui que você deve chamar a atenção do cliente. E como você faz isso? Antes, na épode de Elmo ele usava outos processos. Mas, hoje, um site bem otimizado e que está bem posicionado nas SERPS do Google pode servir como uma boa demonstração. Vamos pensar que uma pessoa está procurando pelo produto/serviço que o seu site oferece.

Quando ela procurar no Google e seu site estiver entre os primeiros, pronto, você vai ter chamado a atenção dela se houver o clique.

As redes sociais são, também, uma boa opção de chamar a atenção de novos clientes.

Anúncios também cumprem bem esse papel. Por isso, é importante conhecer bem o público-alvo. Calma que a gente já fala de público-alvo.

Interesse

Depois que você chamou a atenção daquela pessoinha tão querida (cliente) é a hora de gerar o interesse nele. É aí que você vai trabalhar para mostrar o seu valor, sabe? O que seu produto tem de melhor que os outros? Ele ajuda em quê? Qual é o diferencial dele diante da concorrência e porque ele deve ser escolhido?

Nessa sessão vale mostrar versões Demos. Vale deixar ele testar. Vale fazer promoções. A ideia é ele experimentar um pouco a experiência que vai experimentar quando usar o produto/serviço como um todo.

O mais importante aqui é mostrar o problema que você vai resolver. A gente só compra algo para resolver uma questão né? Seja ela motivo fatídico: queimou a lâmpada ou consumo: quero me sentir bonita nesse terninho.

Tudo parte da resolução de uma dor. E mesmo ela sendo fictícia ou não, ainda é uma dor. Nunca esqueça isso.

Desejo

Agora é a hora que você vai vencer a concorrência. Do mesmo jeito que o possível cliente chegou no seu site para realizar a compra ele pode ir para outros. Fazer comparação de preço entre outras ações.

Essa é a hora do valor agregado. Porque o seu produto é melhor? Valor agregado é aquilo que faz a decisão ser tomada.

Mas, o que é valor agregado? Pode ser tudo aquilo que vai além do produto em si. É o que você pode oferecer a mais para o cliente e que está agregado ao seu produto. Pode ser status, pode ser uma ação de sustentabilidade a partir daquele produto ou até mesmo o atendimento realizado na hora da venda.

Lembra, antes da pandemia, quando a gente ia no Starbucks e a primeira coisa que a atendente perguntava para gente era o nosso nome? Isso é uma forma de valor agregado. Aquele café pode ser o mesmo grão servido na padaria da esquina… mas, o valor do atendimento e do ineditismo faz ele ser apenas seu… e por isso, não tem problema se ele for mais caro. Você vai pagar mesmo assim. É o desejo de ter algo e não a mais pura necessidade que te faz comprar. Pense nisso.

Ação

A hora da compra. Tão sonhada para você, dona(o) do negócio ou o cliente. Aqui, você pode usar gatilhos como: últimas unidades. Além disso, uma promoção cai bem, né? Dar aquele descontinho que todo mundo gosta ajuda na hora de fechar o negócio.

Satisfação…?

Alguns anos depois, mais precisamente na era Kotler surgiu o “S”. É a etapa focada em fidelizar o seu cliente. Isso vai desde o momento da compra até ele receber o produto em casa. Como é o atendimento? Algo deu errado, como você vai resolver.

O atendimento, como vai funcionar? Pense que um cliente não pode ser deixado de lado. Ele tem que virar o seu maior advogado de marca. Ele tem que te indicar para todo mundo que ele conhecer.

Sabe por quê? Porque além de o seu produto ser o melhor, o atendimento ainda é o melhor possível e o cuidado que sua empresa tem vai além de entregar o produto.

Aqui, você pode usar sua equipe de pós-vendas, mas também as redes sociais. Com elas, seu canal de comunicação pode ser mais encurtado. Fale a língua do seu cliente. Comunique-se de uma maneira que ele gosta de ouvir.

Outro canal legal para opós-vendas é o blog do seu site. Lá, seus clientes vão sempre poder ver a atualização dos temas que você comaprtilha, novidades sobre o produto, dicas de mercado, entre outras coisas que podem ajudar na ambientação de que ali é um lugar que ele pode pesquisar com confiança.

Todo mundo adora se sentir amado e não usado.

A história do Guia Michelin. Criado para vender pneu.

Em 1908, Henry Ford criou o primeiro veículo do mundo. O Ford T.

Nossa, que massa. Um carro. Nossa, que emoção. Ele anda sozinho. Nossa… e daí?

A população não estava acostumada com aquilo. As carroças cumpriam muito bem seu papel. Cavalos são mais baratos. Apesar de cansarem… eles ainda cumprem um papel maravilhoso. Para que ter um carro?

O que Ford não pensou foi em como mudar a percepção da população comum sobre o carro. Sim, os ricos and famosos da época não se preocuparam e aderiram à tecnologia mais vibrante da época. Mas, a família de classe média (que é quem move a engrenagem do capitalismo)? O que fazer com ela? Os cavalos ainda eram os mais adequados.

Um carro precisa de quê? Pneu, claro.

Com o advento do carango… empresas que supriam matérias-primas foram surgindo. Uma delas a Michelin. A do mascote que é um monte de pneu um em cima do outro com uma carinha fofa, sabe?

imagem de uma das primeiras capas do guia michelin

Foi então que André e Édouard Michelin, irmãos e que tinham uma empresa de biciclietas, mas queriam popularizar o carro, tiveram a ideia de criar um guia com estrela para restaurantes ao redor de Paris. Mais ou menos assim:

Que tal usar o fim de semana para se divertir com sua família e comer em um restaurante com comida deliciosa?

Ah, e como ter a certeza de que a comida é deliciosa? O Guia Michelin ia lá no restaurante e dava estrelas. Cada estrela é um ponto a mais em diversos fatodes de rankeamento (eita, lembra o Google). Qualidade da comida, espaço, atendimento, diversidade… e por aí ai.

E claro, que todo chefe que tem um restaurante com estrelas de Guia Michelin tem o quê? Autoridade. Eita, a história se repetindo e eu devaneando…

Bem legal a ideia. Só que o restaurante era mais longe… não dava para ir de bicicleta ou carroça. O que fazer então? USAR O CARRO!

No começo, o Guia Michelin era distribuído de forma gratuíta. Depois de um tempo, ele começou a custar 7 francos.

Hoje o Guia Michelin é o mais renomado processo de escolha de um restaurante de sucesso. Quanto mais estrelas Michelin, mais caro, mais perfeito… mais tudo.

Ou seja, o que foi criado para vender pneu se transformou em um processo de valor agregado exemplar.

Entende? Sabe o que é isso? Marketing de conteúdo. Não é apenas vender o pneu porque ele é bom. É mostrar além daquilo que ele tem de melhor. A propaganda é feita nas entrelinhas. E isso, é mágico.

Tem também uma outra história bem legal de contar que é a do Red Bull que foi criado para vender revistas.

A revista Red Bull andava meio mal das pernas. Apesar de ter um propósito de entrevistar sempre pessoas que iam além de suas capacidades e faziam algo inesquecível, as vendas não estavam boas.

Isso foi bem na época da internet e todo o burburinho de que não teríamos mais mídia impressa porque tudo seria pelo computador.

Para tentar renovar a revista, os marketeiros decidiram criar uma bebida com tarina que te dá asas e te faz ir além dos seus limites. Surge, então o Red Bull!

Nesse caso, é bem legal porque a criatura venceu o criador. A revista não existe mais, mas a bebida é a mais consumida do mundo.

Ao contrário do Guia Michelin que ainda existe, mas não matou a marca de pneus… a fez crescer, na verdade.

E a pirâmide de Chet Holmes?

Agora a gente começa a aprofundar essas técnicas.

Por que eu estou fazendo isso? Porque quero que você entenda que você também consome. A ideia aqui é te mostrar que o seu processo de compra e consumo pode ser um ponto de partida para entender o seu público.

Contudo, também é preciso entender que você não é o seu público-alvo. Sempre fique ciente disso, tá bem? É algo um pouco mais profundo e você já vai entender.

Vamos para um outro ponto mais teórico sobre o marketing de conteúdo.

Quem é Chet Holmes na fila do pão do content marketing?

Se Kotler é considerado o pai do marketing atual, Chet Holmes é considerado o mago do marketing.

Bom, vamos falar logo o que é que Chet Holmes tem a ver com o marketing de conteúdo.

Chet Holmes foi um dos principais executivos de marketing e vendas dos Estados Unidos. Ele trabalhou com mais de 60 empresas da Fortune 500 e dirigiu 9 empresas bilionárias da lista da Forbes.

Quer mais? Depois de tanto aprender com suas experiências, Chet Holmes conseguiu entender as 12 principais competências que compõem a estrutura de uma grande empresa.

O marketeiro resumiu tudo em um livro que é best seller até hoje: The ultimate Sales Machine.

Neste livro, e também em sua famosa pirâmide (que lembra a de Maslow), ele fez uma analogia simples pra gente entender. É assim:

Suponha que você coloque todos os seus leads e contatos em um estádio de futebol. Boa. Agora, com aquela galera toda ali te olhando, comece a falar do seu produto.

“Ah, porque meu preduto é maravilhoso e resolve a repimboca da parafuseta de todos os seus problemas. Ah, porque isso, porque aquilo…”

De acordo com Chet, 90% das pessoas se levantariam e iam embora (Eu ia ficar só por pena, mesmo…).

Esmiuçando os 10% que ficaram, temos o seguinte:

  • 30% têm certeza de que não querem comprar nada
  • 30% acredita não estar interessado no seu produto
  • 30% não quer naquele momento (compra depois)
  • entre 6% e 7% estão dispostos a ouvir
  • APENAS 3% estão prontos para comprar.

E esse número é apenas com base nos 10% que ficaram no estádio para te ouvir, tá?

Ou seja, se você junta 100 pessoas, só 3 compram. Pouco, né? E as outras 97? O que fazer com elas?

Diante desse cenário devastador para as vendas, o que fazer? E agora, José? E agora?

Aí é que entra a nutrição dessas pessoas. A pirâmide nos ajuda a entender o comportamento das pessoas em cada fase do funil que ela está. Assim, fica mais fácil de saber qual o tipo de conteúdo você pode oferecer.

Então, aqui você une as duas pirâmides. A do A.I.D.A e a de Chet. “Ah, quando meu próximo cliente estiver na faze da atração, o que fazer… e na fase do interesse? Sabendo que é nesse momento que ele pode começar a querer comprar, porque já tem o interesse, eu faço o que aqui?”

É mais ou menos isso, entende?

A Jornada de compra não é mais linear

Sim. Isso é verdade. Ah, então tudo o que você escreveu acima é babozeira. Não é gente. Veja, mesmo que o usuário hoje pesquise mais. Mesmo que ele vá, volte, vá de novo… cogite comprar na concorrência. Mesmo que isso aconteça, você ainda vai estar lá com o gatilho pronto para acertar o danadinho!

Mesmo que a jornada de compra não seja linear, o content marketing te ajuda a manter o seu site a ponto de bala na hora da compra. Então, não se baseie em regras de mercado. Isso só vai te enlouquecer.

Se baseie no que o seu usário quer consumir. Se baseie no comportamento dele.

Tá, e como é que eu faço isso?

Público-alvo: ele diz exatamente o que quer consumir

Lembra que eu falei do Steve Jobs lá no começo? Pois saiba que ele usou a pirâmide de Chet Holmes para vender os primeiros iPhones.

Lembra que na época do iPhone 3, a gente não precisava dele? “pra que eu quero um iPhone se eu tenho meu Motorola V3 que é chique, abre e fecha e tem cores douradas.”?

O mercado para a venda de celulars estava fechado. A nokia e a Motorola dominavam. Foi então que o Steve pegou o iPod, cheio de aplicativos e coisas legais e colocou ali, também, uma linha telefônica (a história tem mais nuances, mas aqui é para resumir, tá?).

Ninguém queria ter um iPhone porque não precisava.

Jobs começou com seu marketing. Fez um lançamento mundial. Mostrou como o aparelho resolveria problemas que as pessoas nem sabiam que tinham na época.

Agregou um valor danado com uma história cheia de tecnologia, novidade. É a cereja do bolo. É a revolução do celular. Você não precisa mais de um celular, um Mp3, um despertador, um telefone, uma agenda telefônica… você pode ter tudo isso em um lugar só… e ainda com design moderno, inovador.

Mas, isso não é um trabalho que acontece da noite para o dia. Demora. E o que Jobs fez foi justamente conhecer o seu público-alvo.

Reza a lenda que até o iPhone ficar pronto, foram muitas tentativas. Ele sempre mandava voltar e dizia: “só me traga esse telefone quando ele estiver apto para que minha mãe possa usar.” Se você for comparar e experimentar, vai ver que usar um iPhone é bem mais fácil e inclusivo que um Android.

Tá certo, mas como eu conheço o meu público-alvo? Como eu posso escrever conteúdo e usar o marketing para ele?

Simples: O seu público diz o que ele quer ler. O que ele quer consumir. E ele diz isso via redes sociais, via avaliações do Google, via pesquisa… tá tudo ali. Os dados, as respostas. Estão em sua linda face precisando apenas de uma análise.

Como eu encontro a minha persona? O meu público-alvo?

Existem muitas maneiras. Planilhas de ferramentas te ajudam com isso. Mas, como a teoria é uma e a prática é outra eu gosto mais de ir ali no stalkeamento saudável mesmo, sabe? Daí, tiro uma amostra para entender isso.

Eu vou dar um exemplo aqui, mas você pode adaptar ao seu produto/serviço, tá?

Vamos supor que eu tenha um cliente que vende mesas e tacos para sinuca. Algo ok, né? Quem são as pessoas que vão comprar?

Primeiro, temos 2 públicos mais teóricos. O B2B (business to business) e o B2C. (Business to consumer) Eu posso vender um kit de equipamentos para repor peças de um bar, ou posso vender para uma pessoa que quer montar sua mesa em casa.

Daqui, já tenho 2 direcionamentos para comunicação. A primeira, do B2B acaba sendo mais fácil, porque eu consigo colocar a qualidade do produto, os diferenciais, preço, data de entrega. Aqui é uma comunicação mais direta mesmo.

A compra é rápida. Relativamente.

Agora, para o público final?

Aí, temos um cenário. Vamos estudar ele.

Pós pandemia, as pessoas ficaram bem mais caseiras, certo? Preferem fazer um evento em casa, receber os amigos… um auê todo. Mas, em casa. Mais íntimo, mais divertido.

Certo, então, essa casa tem que estar preparada para receber essa galera e ainda ser legal. Ok.

Agora, a gente acha outro viés para poder resolver. O jogo de sinuca, normalmente, é bem marginalizado, por ser um esporte comum de bares de periferia. Isso no popular. Mas, você sabia que existem campeonatos ao redor do mundo e um jogador profissional pode ganhar mais de 9 milhões de reais por mês?

Pois é. Tirando isso, tem a emoção. A união. A matemática. Não basta ser bom de taco, tem que saber fazer jogada pra bola entrar do jeito que você quer. Angulação e matemática na veia.

Certo. Então temos que conhecer as pessoas que jogam sinuca e depois criar um processo onde essas pessoas sintam vontade de ter uma mesa de sinuca em casa. Não porque é útil, mas porque é NECESSÁRIO para a diversão dos seus amigos.

Imagina, passar uma noite divertida em um campeonato de sinuca regado a risadas e a boas jogadas? História de vida para contar. Isso aí tem que ter.

Onde eu vou? Em avaliações de bares que têm sinuca. E olha o que eu encontro:

print de uma aaliação do google sobre um bar de sinuca

O que eu tenho aqui:

  • Uma mulher que gosta de limpeza
  • Gosta de comer bem
  • Não gosta de formato de consumo engessado
  • Não se preocupa tanto com preço, mas com bem-estar
  • E ainda afirma que é bom para ir de galera

Dica: Desconsidere o tempo da avaliação, ok? Nesse caso de persona. Ele pode ser relevante para você entender como a marca se comunica com o cliente, via ambiente digital.

Tá, e daí? Agora vem a parte mágica. Se eu clicar no perfil da persona, eu consigo ver os lugares que ela visita, o que ela mais exige… um pouco mais do seu conhecimento cultural, gastronômico. O que significa diversão pra ela? Da vida mesmo.

Tem gente que coloca que é casada, se tem filhos ou não, onde mora… e por aí vai. Tudo lá, pronto para você analisar.

Eis que eu acho a minha persona:

Além de seu saber que ela curte sair com a galera e se divertir. Ela é uma pessoa que viaja bastante. Tem um gosto bem eloquente por museus e literatura e tira fotos desses museus sempre com algo a mais, sabe?

Já foi para Itália, India e outros países. Mas, sempre consome arte, de um jeito ou de outro e gosta de comunicar isso. É diversa e seletiva. Sabe o que é bom e por isso não se contenta com pouca coisa.

Como eu vou vender minha mesa de sinuca para uma pessoa que já deve ter se divertido nos 4 cantos do mundo? Qual o gatilho que eu vou usar com ela?

O Glamour! A cultura da sinuca que é um jogo que une pessoas. Não. Sinuca não é um jogo de buteco de esquina. Começou lá na França em 1470 com a primeira mesa sendo encomendada pelo Luís XI (Rei). Há também quem diga que a sinuca começou na Grã-Betanha em 1875.

Pegaram? Olha a história disso. Olha o passado de um esporte que é subjulgado. Mas, não por essa persona que vai me ajudar a falar para Deus e o mundo que antes de ser um jogo de buteco, é também um esporte de glória, jogado por Reis Europeus.

Pegaram?

Claro que isso é só uma amostra do que pode sair de uma busca. Eu não estou sendo literal aqui e tem muitos outros meios. Sim, você não pode pegar apenas um exemplo e transformar ele em regra, até porque elas não existem. Mas, consegue enxergar as oportunidades que podem sair dessa busca?

O seu público diz o que ele quer consumir.

Junte a essa ideia, pesquisas de mercado com seus clientes. Pesquisas encomendadas por empresas especializadas nisso. Profissionais que entendem de comportamento humano e consumo digital.

Certamente você vai conehcer mais o seu público do que ele mesmo. Assim como Jobs fez com a gente.

Agora… a hora do Content Marketing entrar em cena

Tá, como é que eu vendo meu produto então?

Conteúdo! Mas, conteúdo bom. Conteúdo que não converte pode ser jogado fora. E esse é o desafio. Tá cheio de gente por aí com blogs e portais com mais de 5 mil artigos… mas, nenhum deles realmente atende as expectativas do público. É tudo em busca do tráfego e feito para rankear palavra-chave!

Errado!

Lembra quando eu disse que a jornada do público não é mais linear? É isso. Não escreva para o Google, escreva para seu público.

O conteúdo vai te ajudar a informar melhor. Vamos pegar o exemplo da sinuca ainda. A persona que criamos, pode adorar jogar com a galera e isso é legal. Mas, já pensou em oferecer a ela uma mesa de de um esporte que foi jogado por Reis europeus?

Ela ama museu. Ama arte. A sinuca vai deixar de ser SÓ diversão e se tornar, também, uma expressão que ela vai encontrar do amor pela arte e cultura, entende?

É o fio da meada que importa… não a meada inteira, nesse caso.

Eu estou escrevendo esse artigo, não porque eu quero rankear para marketing de conteúdo. Sim, esse é meu objetivo, mas meu propósito é te mostrar que tem algo além de teorias. Tem o comportamento. Tem a vida acontecendo e a gente só vende, quando entende dessa vida.

E é claro que a tudo isso, a gente junta nosso conhecimento e aplica o planejamento de conteúdo. Mas, o mais importante aqui. A bala de prata do content marketing é entender o que o seu público precisa, mesmo que ele não saiba que precisa.

O que é content Marketing?

É uma estratégia de marketing digital que tem por objetivo vender por meio do compartilhamento de conteúdos relevantes que ajudem o comprador a entender todos os diferenciais de um produto/serviço que ele deseja comprar.

Pronto. É isso. Sem firulas.

Para isso, você pode usar o seu blog. Pode escrever artigos, reviews de outros clientes que usaram. Cuidar muito bem da sua página institucional ou do seu produto e esmiuçar o que ele tem de melhor.

Atender o seu cliente de forma empática. Lembre-se, você quer que ele te indique. Mas, não só isso. Trate-o como você gostaria de ser tratado em uma compra. Não é sempre que a gente compra por necessidade. Por necessidade, qualquer tratamento vale.

Por desejo não. A sensação de ser ouvido é quase uma permissão para a compra.

Mas, diante dessa afirmação, tudo é content marketing? Sim e não. Todo canal tem uma maneira de comunicação.

Sua página institucional vai de uma forma, o artigo do blog… para mostrar diferenciais de outra. O vídeo no Youtube ou o post na rede social vão além, também.

Por isso, é importante você conhecer a sua Brand persona. Que é a voz da sua marca. Como ela se comunica, sabe? O que ela quer transmitir para o mundo é um bom ponto de partida.

Eu escrevi um super artigo sobre Brand Persona para o SEMRush. Deixo aqui para você ver como vai te abrir a mente.

Como montar uma estratégia de Content Marketing, com foco em blog?

Vamos afunilar aqui. Só pra gente não se perder muito, porque o marketing de conteúdo é um universo a parte. Tem o que vai nas redes sociais, no site, na sua comunicação como dona(a) e no quanto você defende um propósito, os emails que você envia, como capta novas possibilidades de venda…

Mas, vamos focar em blog, ok? Além de ele ser um celeiro de atração, é também o espaço para onde você pode mandar seu futuro cliente e diminuir as arestas de comunicação.

Vamos supor que você já sabe quem é o seu público-alvo. Sabe as dores ele e como quer se comunicar. Feito isso, monte um plano tático de conteúdo. Este plano permeará por toda a vida do seu blog. É uma planilha simples, não precisa de muitas firulas.

Na planilha deve ter as seguintes colunas:

  • Mês e data que o conteúdo vai ao ar
  • Tema do conteúdo
  • Persona
  • Keyword principal
  • Volume dessa Keyword
  • Keyword complementar
  • Palavras sinônimas que complementam a principal palavra (Ex.: Casamento, matrimônio)
  • URL do texto
  • PAA (Pessoas também perguntam do Google)
  • Buscas relacionadas (ao tema)
  • Concorrente (selecione pelo menos os 3 primeiros do Google. Seu artigo tem que ser melhor que eles)
  • Coluna para inserir o link da publicação
  • Title SEO
  • Meta Description

Feito isso, comece a produção do seu artigo.

  • Sempre evite cometer erros gramaticais
  • Seu primeiro parágrafo deve ser o lead jornalístico (O que, quem, como, quando, onde, porquê e consequências)
  • Sempre traga dados de mercado sobre o tema (com link de referência para sua pesquisa)
  • Frases curtas, com até 20 palavras
  • Parágrafos curtos de até 3 linhas (não fica muito grande no mobile)
  • Subtítulos para usar as palavras-chave complementares
  • Repita a palavra-chave principal, no máximo 3 vezes
  • Tente usar a palavra-chave nas primeiras 100 palavras
  • Use negrito na palavra principal, pelo menos 1 vez

Além disso, sempre busque contar uma história. É importante colocar o usuário que está lendo dentro do universo que você quer que ele faça parte.

Eu vou deixar aqui um Checklist de otimização de artigo pensando em SEO para você fazer o download e sempre aplicar nos seus textos, tá?

E lembra o que eu disse sobre a jornada não ser linear? Pois é, mas mesmo assim você precisa ter conteúdo que atenda a todas as fases do funil de compras. Ele ainda existe e sempre vai existir. É o comportamento do ser humano que quer, pesquisa, vai atrás, busca informação…

Poste os artigos sempre com continuidade. Não um hoje e outro daqui a dois meses. Se o seu bog é novo, eu diria que um artigo por dia está ótimo para começar. SE ele já existe, 3 por semana podem ser suficientes. Mas, tudo depende de uma análise mais profunda do conteúdo existente e da qualidade dele.

Não prefira o Google, prefira o seu cliente

Apesar de eu ter citado palavras-chave, é importante ressaltar que você não deve sempre pensar apenas nela. Vamos unir a técnica com a comunicação, tá?

Uma vez que você sabe e conhece o seu público e também as regras para que aquele post possa ser bem otimizado, una esse conhecimento ao seu favor. Mas, não esqueça: o Google funciona para nos fornecer as melhores opções às nossas buscas.

Seu texto, portanto, deve ser a melhor opção.

Não escreva, voe! Isso mesmo. Não faça apenas texto com conteúdo escrito. Abuse de planilhas, imagens, dados, infográficos e tudo o que pode ser feito para deixar ele sincrético e gostoso de ler.

Seu conteúdo está no ar? Divulgue-o nas redes socais e não esqueça de sempre observar as ferramentas do Google (Google Search Console e Google Analytics) para ver o crescimento do seu blog. Por lá você também consegue analisar o comportamento do seu público…

e o melhor, quando ele está navegando no seu site.

Faca, queijo e dedinhos prontos para digitar? Só vai.

O marketing de conteúdo não é efêmero. É uma estratégia robusta que requer tempo, paciência, persistência e conhecimento tanto do seu produto quanto do seu público.

Feito isso, é só montar o quebra-cabeças e partir para um novo patamar onde conteúdo relevante e que tenha valor agregado será um dos propósitos da sua empresa.

Aí… não tem como não crescer.

Boa sorte!

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