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Quantos links internos são necessários para um conteúdo? Entenda sobre

Não há número exato, mas o ideal é incluir de 2 a 5 links internos relevantes por conteúdo. Eles ajudam na navegação, distribuem autoridade e melhoram o SEO do site. Saiba mais!

“Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta”. Essa frase, além de ser uma marcação simbólica por marcar a minha estreia em 2025 no blog da SOD após ter sido o autor mais lido em 2024, tem um outro sentido bastante pertinente para o tópico deste texto. E eu quero que você preste atenção.  

Em 2017, ela ficou famosa ao ter sido dita por Clara, então personagem de Bianca Bin na novela “O Outro Lado do Paraíso” — trama de Walcyr Carrasco, com colaboração de Nelson Nadotti, Vinícius Vianna e Márcio Haiduck no ar naquele ano pela TV Globo no horário nobre — logo nos primeiros capítulos.

A jovem voltava de surpresa  de uma internação forjada principalmente por sua sogra, Sophia — com o apoio de todas as pessoas importantes da cidade, incluindo juízes e delegados — para que a vilã pudesse se apoderar de seus bens. 

Veja sobre: Storytelling: como contar histórias que vendem

Ninguém esperava que a jovem pudesse retornar à cidade depois do que aconteceu, o que gerou uma série de caras e bocas que rendem memes até hoje na internet, principalmente porque o retorno aconteceu de forma triunfal, em um evento promovido pela própria Clara, que só revelou sua identidade ao chegar na festa.

Com isso, não sei se todos percebem, mas aqui acabei de fazer um link interno, tema deste artigo. Isto é, ao tratar de um determinado tema (a escrita deste artigo), peguei uma das várias informações que estão em minha mente (vulgo meu banco de dados) e consegui relacioná-la e referenciá-la para você, caro leitor. 

Confira: Como medir o sucesso de sua estratégia de SEO

No entanto, que prática é essa? Como fazê-la de forma natural, contribuindo para o diferencial da sua marca? Tais questões ainda são um desafio para muitos profissionais de SEO, geram dúvidas e com este artigo, pretendemos dirimir se não todas, a maior parte delas Vamos lá!  

Conceito de link interno e diferença para link externo

Tecnicamente, informações Semrush — principal ferramenta do nosso segmento – definem os Link Internos como sendo “hiperlinks que levam os usuários a outras páginas no mesmo site”. Eles guiam os usuários para conteúdos relacionados e ajudam os mecanismos de busca a entender a estrutura de um site”. 

Um dos seus papéis fundamentais é contribuir — assim como no caso dos links externos — para o Link Juice de um site. Não por acaso, informações divulgadas pelo site Sure Oak mostram que 42% dos profissionais de marketing gastam tanto tempo em links internos quanto em links externos devido a sua importância nos dias atuais.

No entanto, diferente dos backlinks, seu foco não é passar parte da autoridade de um site para o outro e sim distribuir a que as páginas pilares de um domínio tem para as suas satélites.  

Por esta razão, a sua aplicação pode ser considerada uma tarefa da equipe de SEO On-page, embora seja de bom tom  um acompanhamento — ou no mínimo um alinhamento prévio — das equipes de Content Marketing quando estas usarem conteúdos do blog como referência. 

Navegação, autoridade e rastreamento: o tripé estratégico

Segundo o Guia de Boas Práticas de Links Google, os links são indicadores que ajudam a determinar a relevância das páginas e a encontrar novas para rastrear. Quando analisamos os backlinks internos, vemos que eles têm algumas particularidades ao terem como objetivo: 

  • Melhorar a experiência do usuário;
  • Distribuir autoridade entre as páginas;
  • Facilitar o rastreamento pelos mecanismos de busca; 
  • Ajudar o Google a descobrir mais páginas do seu site; 
  • Ajudar o Google e entender a estrutura do texto e como as páginas do blog se relacionam entre si.

Por isso, sua escolha precisa ser bastante estratégica. Pelo lado da pessoa que ela está consumindo o conteúdo, uma boa estrutura de links internos contribui para que a pessoa tenha acesso a outros bons conteúdos dentro daquele site. É essa estrutura completa, que vai aumentando o tempo na página, o que já configura como fator de engajamento nos relatórios de acompanhamento periódicos. 

Além disso, esse mesmo trabalho contribui para que, ao olhar uma página, analogamente o robô do Google (ou o motor de busca da preferência do usuário) veja outros links de referência dentro daquele conteúdo. 

Ao entender que são do próprio domínio,passa a rastreá-lo com mais frequência, o que facilita a posterior indexação, posicionamento em palavras-chaves semânticas estratégicas e, por tabela, tráfego orgânico oriundo de SERP.

Para título de ilustração, voltemos brevemente para a minha citação à O Outro Lado do Paraíso. Tal conexão mostrou não apenas o quanto eu sei sobre novelas (principalmente porque outras várias histórias sobre essa produção e, tenho certeza, se você quiser saber mais sobre o assunto, vai me perguntar no LinkedIn). Mostrou mais ainda o poder de relacionar o tema novela com marketing de conteúdo. 

É exatamente a mesma coisa. A ideia é criar uma cadeia de informações relevantes para determinado nicho, com fontes fidedignas e conteúdos bem estruturados a tal ponto das ferramentas entenderem você como uma referência.

 Se não por ser referenciado, porque produz vários conteúdos e é capaz de se aprofundar em cada um deles. 

Boas práticas para uma linkagem interna eficiente

Escolha de âncoras contextuais e relevantes

Como apontado anteriormente, um dos pilares para um bom esquema de links internos está no texto-âncora. De acordo com o Guia de Boas Práticas do Google, “um bom texto âncora é descritivo, razoavelmente conciso e relevante para a página em que se encontra e para a página para a qual está vinculado”. 

O texto segue apontando que “[texto-âncora] ele fornece contexto para o link e define as expectativas para os seus leitores. Quanto melhor for o seu texto âncora, mais fácil será para as pessoas navegarem no seu site e para o Google entender do que se trata a página para a qual você está vinculado.”

Nesse sentido, é de suma importância que sejam compostos por mais de uma palavra, para dar complementaridade ao tema. Em seu próprio guia sobre esse assunto, Brian Dean, da Backlink, mostra exemplos como “postagens de convidado” e “otimizado para dispositivos móveis”. 

Além disso, outro ponto é evitar termos genéricos como “clique aqui”.

Dica de mestre: termos como o “clique aqui” citado anteriormente são os chamados “âncoras de dinheiro” não porque falam exatamente em uma troca financeira, mas porque estão em termos curtos (head tail) e não agregam valor.

 Se não tiver feito, aplique o link, sim, mas com o uso do atributo nofollow. Assim, você não terá problema de produzir links spammers contra você mesmo. 

Conferir o HTML do Link

Como apontado anteriormente, a ancoragem estratégica e descritiva é fundamental para o sucesso da estrutura de linkagem interna de um site. Por outro lado, sabe-se também que tão importante quanto é conferir se HyperText Markup Language, o HTML (linguagem de marcação das páginas), foi feito corretamente.

Tal orientação acontece uma vez que o Google não consegue rastrear hiperlinks que não são compostos do elemento <a> — tag usada entre os desenvolvedores de código para indicar que será feita uma linkagem — acompanhado do atributo href. Esse último, por sua vez, é usado para apontar justamente o link da página que será trabalhada. 

Por isso, é de suma importância verificar se o direcionamento foi feito de forma correta pois, caso não aconteça, pode ser que a página não seja encontrada e o usuário tenha a sua experiência prejudica. Abaixo, seguem alguns exemplos positivos e negativos de como pode ser feita a linkagem. 

Foto: Google. 

Foto: Google. 

Equilíbrio entre quantidade e qualidade dos links

Não existe um número mágico sobre a quantidade de links internos em uma postagem em um site. Em seu Guia de Boas Práticas, o Google apenas pede que cada página tenha no mínimo um link para outra e para que nós, profissionais do meio, pensemos em quais recursos podem ajudar os leitores a entender sobre determinado tema ou produto. 

Comumente, recomenda-se incluir de 2 a 5 links internos por conteúdo, dependendo do tamanho e relevância. No entanto, ele reforça: if you think it ‘s too much, then it probably is (“se você acha que é demais, então provavelmente é”, em tradução livre). O bom senso é sempre um bom conselheiro nessas horas!

Atualização constante de conteúdos antigos com novos links

Informações divulgadas pelo site Wp Beginner sobre o ano de 2025 apontam que atualizar conteúdos foi e continua sendo uma estratégia de sucesso para aquelas pessoas — sejam elas físicas ou jurídicas — que tem blog. 

Segundo a organização, 65% das empresas que afirmam que seu marketing de conteúdo é muito bem-sucedido fazem auditorias de conteúdo mais de duas vezes por ano. Além disso, 45% dos blogueiros entrevistados pela organização afirmam que o engajamento aumentou depois de atualizar o conteúdo antigo.

Com isso, é de suma importância que os analistas de SEO e Content Marketing trabalhem em união para revisão dos artigos, análise de quais páginas podem ser as mais indicadas, pensarem na melhor keywords e cuidarem para que o link esteja correto.. Isso mantém o conteúdo atualizado e fortalece a estrutura interna do site.

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Erros comuns na linkagem interna (e como evitar)

1. Links quebrados e redirecionamentos em excesso

Links que apontam para páginas inexistentes (erro 404) ou que passam por múltiplos redirecionamentos comprometem tanto a experiência do usuário quanto a rastreabilidade do site pelos motores de busca. O ideal é manter a estrutura enxuta, com links diretos e funcionais. Ferramentas como Google Search Console, Screaming Frog ou Semrush são essenciais para monitorar e corrigir esses gargalos.

2. Canibalização de palavras-chave e sobreposição de intenção

Criar diversas páginas competindo pelas mesmas palavras-chave prejudica a performance orgânica e confunde os mecanismos de busca. O ideal é estruturar os conteúdos com foco em clusters temáticos e complementaridade, evitando concorrência interna e fortalecendo a autoridade do conjunto.

3. Repetição excessiva de palavras-chave nas âncoras

O uso repetitivo da mesma âncora exata (match) em diferentes páginas pode ser interpretado como tentativa de manipulação. A variação semântica, combinada com uma análise contextual da intenção de busca, oferece um resultado mais natural, eficiente e alinhado às diretrizes de qualidade do Google.

4. Ignorar a hierarquia do site e a jornada do usuário

A linkagem interna deve considerar a arquitetura da informação e o momento da jornada em que o usuário se encontra. Em vez de apenas distribuir autoridade, os links devem guiar o leitor de forma lógica, conectando conteúdos relevantes que aprofundam o tema e incentivam a permanência no site.

Como aplicamos a linkagem interna de forma estratégica na Search One Digital

Mapeamento da arquitetura e identificação de oportunidades

Aqui na Search One, prezamos sempre pela qualidade das nossas entregas e procuramos despertar nos nossos colaboradores o senso crítico. Não por acaso, nosso manifesto prevê uma revolução infinita, sempre orientada pela aplicação de novas estratégias e nos baseando na educação e na pesquisa para melhorias. 

Por isso, ao iniciar esse trabalho de links internos, começamos pelo diagnóstico completo da estrutura do site e da distribuição dos conteúdos. Mapeamos páginas órfãs, hierarquias mal definidas e pontos de fuga de navegação. 

A partir disso, identificamos oportunidades de interligação que favoreçam tanto a experiência do usuário quanto os objetivos do SEO.

Integração entre SEO técnico e conteúdo

Unimos a inteligência do SEO técnico com a produção de conteúdo de forma sinérgica. Cada novo conteúdo já nasce com uma estrutura de links interna estratégica, pensada para distribuir autoridade, facilitar o rastreamento e apoiar as conversões em páginas-chave.

Acompanhamento contínuo e otimizações recorrentes

Sabemos que SEO não é estático. Por isso, monitoramos constantemente os dados de desempenho dos links internos — como CTR, tempo de permanência e rastreabilidade — usando ferramentas como GSC, Semrush e mapas de calor. Ajustes são realizados de forma recorrente, com foco em melhoria contínua.

Ferramentas que ajudam a identificar e otimizar links internos

1. Google Search Console

O Google Search Console é a principal fonte de dados oficiais sobre como o Google enxerga a estrutura do seu site. No contexto de linkagem interna, ele permite identificar:

  • Quais páginas recebem mais links internos e quais estão negligenciadas;
  • Alertas sobre erros de rastreamento ou páginas não indexadas;
  • Distribuição de autoridade interna a partir dos cliques e impressões.

A aba “Links” oferece uma visão clara das páginas mais linkadas internamente, permitindo avaliar se os conteúdos estratégicos realmente estão sendo fortalecidos como deveriam.

2. Screaming Frog

O Screaming Frog SEO Spider simula o comportamento de um bot de busca ao rastrear o site, fornecendo uma visão estrutural e técnica da linkagem interna. Ele é especialmente útil para:

  • Identificar páginas órfãs (sem links internos apontando para elas);
  • Detectar links quebrados (4xx e 5xx) ou com redirecionamentos múltiplos;
  • Mapear profundidade de navegação e hierarquia de URLs;
  • Avaliar distribuição de âncoras e frequência de uso.

Além disso, a ferramenta permite exportar esses dados para cruzamentos mais avançados com outras fontes, como planilhas de performance ou dados de sessão do GA4.

3. Semrush

O Semrush agrega uma camada estratégica à análise de links internos, indo além do diagnóstico técnico. Com ele, é possível:

  • Avaliar a distribuição de autoridade interna entre páginas, com base em métricas como “Authority Score”;
  • Identificar conteúdos com potencial de rankeamento que estão mal conectados dentro do site;
  • Usar a ferramenta “Link Building Tool” para sugestões automatizadas de conexões relevantes com base semântica e por intenção de busca.

Essa ferramenta é especialmente útil para estruturar clusters temáticos e reforçar conteúdos pilares com links contextuais de alto valor.

4. Ahrefs

Embora amplamente conhecido pelas análises de backlinks, o Ahrefs também é valioso no contexto de linkagem interna. Ele permite:

  • Visualizar a força combinada de links internos e externos de uma URL;
  • Entender quais páginas estão recebendo menos atenção em termos de autoridade;
  • Rastrear mudanças na arquitetura e seu impacto em métricas como tráfego orgânico e rankeamento.

É uma ferramenta útil especialmente para decisões mais amplas de redistribuição de link equity em grandes portais ou sites com estrutura de conteúdo consolidada.

Como tomar decisões baseadas em dados sobre linkagem interna

A análise de dados permite que a linkagem interna seja mais do que uma ação mecânica — torna-se uma decisão estratégica. Com base em métricas como tráfego orgânico por URL, posição média e profundidade de cliques, conseguimos determinar:

  • Quais páginas precisam de mais links de reforço
  • Quais âncoras têm melhor desempenho
  • Onde o usuário abandona a jornada e por quê
  • Como redistribuir autoridade para páginas com potencial de crescimento

Quer estruturar a linkagem interna do seu site com foco em performance, experiência do usuário e SEO técnico? Fale com os especialistas da Search One Digital e entenda como podemos ajudar a elevar seus resultados.

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