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Big Data no marketing: como usar dados para entender seus clientes

O Big Data tem a função de coletar, armazenar, analisar e transformar grandes volumes de informações em insights estratégicos para empresas. Esse conceito é de grande valia para o marketing, pois auxilia a previsão de tendências, além de melhorar a experiência do cliente. Saiba mais!

Já parou para pensar na quantidade de dados gerados a cada segundo? De pesquisas no Google até as recomendações de filmes na sua plataforma de streaming favorita, tudo é resultado de um fenômeno poderoso: o big data.

Empresas que dominam essa tecnologia conseguem transformar simples informações em estratégias altamente eficazes. No marketing, isso significa entender o consumidor como nunca antes. 

Mas como essa avalanche de dados se traduz em resultados concretos? 

E como marcas utilizam essa tecnologia? 

A seguir, você vai entender porque o big data é um diferencial competitivo essencial para empresas que buscam crescimento perene no mundo digital.

O que é big data?

O big data é definido como um conjunto de dados. Mais do que um sistema de gerenciamento de dados, esse conceito abrange tecnologias, ferramentas e processos para lidar com grandes volumes de informações.

Para se ter uma noção, a International Data Corporation (IDC) estima que até esse ano, o mundo terá gerado 175 zettabytes.

Se cada byte fosse um segundo, 175 zettabytes representariam 5,5 trilhões de anos – muito mais tempo do que a idade do universo.

Dá para imaginar?

Para lidar com uma quantidade crescente de informações, empresas precisam do ecossistema big data.

Como o big data impacta o marketing?

Especificamente no marketing, o big data pode auxiliar analistas em uma série de demandas, tornando a experiência do cliente ainda mais personalizada e auxiliando empresas a crescerem de maneira perene.

Nessa área, o ecossistema traz insights valiosos que podem ajudar em tarefas, como:

  1. Criação da persona: através da coleta informações de diversas fontes, como redes sociais, histórico de compras e navegação online, o big data facilita o entendimento sobre quem é o usuário e o que ele quer.
  2. Personalização de campanhas: ao invés de atirar para todos os lados, analistas têm mais clareza sobre como segmentar e aumentar a relevância e a eficácia de suas ações.
  3. Atendimento personalizado: a partir do histórico de interações, o big data auxilia a criação de um modelo de atendimento ainda mais individualizado.
  4. Previsão de tendências e oportunidades: com dados históricos disponíveis, é mais fácil se antecipar e prever futuras oportunidades de mercado.
  5. Tomada de decisões: os dados são responsáveis por guiar analistas às melhores ações. Com clareza, fica mais fácil tomar as melhores decisões acerca do negócio, otimizando o investimento e aumentando o retorno.

Vamos deixar mais claro: a Amazon, por exemplo, usa o big data para entender seus usuários e oferecer experiências dinâmicas e únicas. 

Com dados de navegação, pesquisa de produtos e histórico de compras, por exemplo, o e-commerce consegue recomendar produtos relevantes, ajustar preços em tempo real e mostrar anúncios, ofertas e conteúdos relevantes aos interesses do comprador, de acordo com a jornada do cliente.

Como o big data funciona?

O processo de coleta e organização é extenso e cada vez mais complexo. Mas, podemos resumir o funcionamento do big data da seguinte maneira:

1. Coleta:

Tudo começa pelo recebimento das informações. Os dados são coletados a partir de diferentes fontes (como redes sociais, sites, aplicativos, e-mails), nos mais diversos formatos.

Os dados podem ser coletados em forma de texto, imagem, áudio, vídeo ou números, por exemplo.

2. Armazenamento:

Após a coleta, os dados são armazenados em uma infraestrutura capaz de lidar com grandes volumes e formatos. Nesse sistema, eles são limpos, estruturados e organizados com o intuito de facilitar a análise.

Para tornar a análise ainda mais precisa, é possível remover dados duplicados, inconsistentes e irrelevantes para o negócio.

Vale reforçar a importância da segurança de dados. Isso porque o big data lida com uma série de informações pessoais e dados confidenciais. Empresas precisam cumprir regulamentações, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

3. Visualização e análise:

O momento da análise de dados funciona como um garimpo. O analista pode usar estratégias como o data mining, e ferramentas como machine learning e inteligência artificial para encontrar padrões e tendências.

Ainda, para facilitar a visualização dos dados, é possível personalizar informações com gráficos, tabelas e dashboards. Quanto mais fácil for o processo, melhores insights o analista conseguirá captar.

Esse ciclo é contínuo.

Os 3 tipos de dados coletados pelo big data e seus usos no marketing

O big data consegue coletar diversos tipos de dados. Textos, imagens, vídeos e áudios são classificados de maneiras diferentes, devido às suas características.

Dados estruturadosSão os mais tradicionais, fáceis de armazenar e, portanto, processados inclusive por ferramentas. Nome, endereço e telefone do cliente são considerados dados estruturados.
Dados semiestruturadosComo o nome sugere, possuem alguma estrutura, mas não são totalmente organizados. A navegação e o histórico do usuário se enquadram nessa categoria.
Dados não estruturadosTodos aqueles que não possuem uma estrutura definida, como gravações de voz, tweets e posts feitos nas redes sociais.

Todos podem ser facilmente aproveitados em ações de marketing, da segmentação de mercado a automação.

Banner da categoria Segredos do Google

Por exemplo, um restaurante pode aproveitar os comentários deixados em redes sociais (considerados dados não estruturados) para entender quais são as preferências dos consumidores e criar promoções direcionadas.

Já um sebo digital pode usar informações como idade e gênero (dados estruturados), e histórico de navegação (dados semiestruturados) para recomendar produtos aos usuários no site e enviar ofertas personalidadas por e-mail.

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Os 5 pilares do big data

O big data é formado por 5Vs: Volume, Variedade, Velocidade, Veracidade e Valor. Eles são responsáveis por melhorar o processo de análise e a jornada de compra do cliente.

  1. Volume: diz respeito à quantidade de dados gerados por diferentes fontes e dispositivos.
  2. Velocidade: é a rapidez com que os dados são gerados (atualmente, muitos são produzidos em tempo real).
  3. Variedade: é o formato do dado, que pode ser estruturado, semiestruturado ou não estruturado. Para lidar com essa variedade, é preciso utilizar ferramentas e técnicas específicas capazes de interpretar e organizar a informação ao analista.
  4. Valor: nesse pilar, é preciso entender que os dados precisam gerar insights relevantes. Então, pense estrategicamente: por que estou coletando essa informação? Qual valor esse dado oferece ao meu negócio?
  5. Veracidade: está relacionada à qualidade e à precisão das informações. Elas precisam estar corretas, logo a organização se faz fundamental para uma análise eficiente.

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Também é preciso lidar com a variabilidade dos dados. Na prática, isso significa que as informações mudam constantemente, o que pode gerar mudanças no contexto, na interpretação e nos métodos de coleta.

Nesse sentido, se faz necessário limpar informações duplicadas, irrelevantes ou inconsistentes e acompanhar regularmente a fim de identificar qualquer mudança ou tendência.

Benefícios e desafios

Se você busca otimizar processos e impulsionar a tomada de decisões para um caminho mais assertivo, invista no big data!

Uma pesquisa feita pela Nodus, a pedido da Meta, mostra que 69% dos consumidores querer viver experiências de compra personalizadas, baseadas em seus interesses e preferências.

Já o estudo “The value of getting personalization right – or wrong – is multiplying”, elaborado pela McKinsey and Company, revela como esse fator é essencial na jornada:

Momento da compra76% dos clientes compram de marcas que customizam a comunicação.
Recompra78% dos consumidores estão mais propensos a comprar de marcas que focam na personalização.
Recomendação78% recomendam a família e amigos marcas com as quais tiveram uma experiência personalizada.

Isso demonstra que utilizar todo o potencial do big data pode te ajudar a otimizar a conversão do seu cliente em potencial.

No entanto, é preciso estar atento a alguns desafios, principalmente a segurança dos dados.

O Brasil é o segundo país que mais sofre ataques cibernéticos no mundo, segundo o Panorama de Ameaças para a América Latina 2024. Por isso, empresas precisam implementar medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis e estar em conformidade a LGPD.

Dica do expert:
O armazenamento em nuvem pode ser aliado ao garantir não só a proteção, como escalabilidade, acessibilidade e agilidade no processo de análise de dados.

Empresas brasileiras que usam big data

De acordo com o estudo “Global State of Enterprise Analytics 2020”, da MicroStrategy, no Brasil, 58% dos colaboradores da linha de frente têm acesso e usam Data & Analytics.

Exemplos de empresas que usam big data no Brasil incluem a Magazine Luiza, que usa um ecossistema para aprimorar sua estratégia de vendas e marketing. 

A partir da análise do comportamento dos clientes online e nas lojas físicas, a Magalu desenvolveu a plataforma Bob, um sistema de recomendação de produtos que aumentou em 35% a receita em relação ao modelo anterior.

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A área de finanças também se beneficia. Em parceria com a EMC , o Bradesco implementou um sistema que analisa dados em tempo real, gerando alertas sobre atividades suspeitas. 

Cada ATM produz dois mil registros de status por meio de sensores, e esses dados são armazenados em um data lake, no qual algoritmos preditivos identificam padrões anormais.

Com essa tecnologia, o banco reduziu de 10 mil para cinco o número de incidentes diários que exigiam monitoramento humano. O sistema se integra a uma central de vigilância com câmeras e sensores, aumentando a segurança das transações.

O que esperar no futuro?

Impulsionado por avanços tecnológicos e a crescente demanda mundial pela análise de dados, o big data continuará em expansão.

Pensando na área do marketing, o big data será cada vez mais aliado na predição de tendências

Com o auxílio de algoritmos preditivos, empresas podem aproveitá-lo para antecipar necessidades e desejos dos clientes, oferecendo anúncios e ofertas direcionadas no momento em que ele demonstra mais interesse. Dessa maneira, tornará a conversão mais rápida.

Aliado à inteligência artificial e ao machine learning, será possível automatizar demandas complexas. 

A limpeza de dados, análise preditiva e identificação de padrões, por exemplo, deixam de ser tarefas realizadas por seres humanos. Profissionais deixam de lado demandas operacionais para se dedicar a atividades mais estratégicas.

Conclusão

Com a crescente demanda por personalização da experiência e a busca por eficiência na tomada de decisões, empresas precisam utilizar dados ao seu favor.

Ao interpretar e utilizá-los de maneira estratégica têm uma vantagem clara frente aos concorrentes.

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