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Guia definitivo para link building: estratégias baseadas em relevância e diversidade de links

Estou na indústria do Link Building e Digital PR há mais de 12 anos. Neste tempo, já fiz links para marcas pequenas e também criei estratégias para grandes nomes do mercado como O Boticário, Maxmilhas, entre outros. 

Sou uma pessoa conectada com os principais portais de notícias no Brasil e no mundo sobre o desenvolvimento da indústria de SEO e Link Building e sempre tenho a premissa de compartilhar com meus leitores todas as estratégias que aplico. Acredito que conhecimento que não é compartilhado se perde por aí. 

Um passeio ao passado

Antes de começar a falar efetivamente das estratégias, vamos entender um pouco da história. O Google surgiu em 1996. Em 1998, Larry Page e Sergey Brin descobriram que os links seriam uma ação importante para levar um site ao topo de uma. Contudo, isso é o que conhecemos a partir do Google. 

Antes mesmo de toda essa história de algoritmo, update e tudo o mais começar, um profissional chamado Eric Ward já fazia link building… sem nem saber que era isso. 

Eric trabalhava com a IBM e entrava em contato com sites e portais de notícia para mencionar seus clientes. 

Agora, voltando ao Google, uma vez que os webmasters descobriram (por meio do Page Rank) que os links eram importantes, começaram a abusar bastante dessa estratégia. Valia tudo para ter um “voto” que mostrasse ao Google que aquele site era importante porque estava sendo mencionado, de alguma maneira. 

Atualizações – Google tenta controlar a situação

Valia de tudo. Diretórios de baixa qualidade, comentários em posts de blogs e fóruns, links em redes sociais. Tudo virou uma verdadeira bagunça. Já que o link é importante e o Google não tem outro meio de rastrear sites, em 2012, o buscador atualizou e lançou o Penguin. Com isso, o Google desejava acabar com links spammers. 

Os links com a definição de spam, são as referências citadas em sites que não têm importância para o setor do site ou que estão em blogs de baixa qualidade feitos apenas para existir, mesmo. 

O Penguin foi uma das muitas atualizações que o Google fez pensando em link building. Pensando em como dar a essa estratégia a real força que ela tem e dificultando a vida de SEOs que buscavam burlar o buscador. 

Pense comigo: você acha mesmo que o Google se importaria tanto em investir em inteligência para ajudar os links a serem um bom sinal de qualidade para um site?

Não, né?

A ideia do SpamBrain é que com o aprendizado de máquina, o Google consiga detectar quais links são spams ou não. 

E, se pararmos para pensar, isso é ótimo para o link building. Traz mais conteúdo que vale a pena ser compartilhado. Nós, link builders, nos importamos em criar algo que faça sentido e não apenas um monte de palavras juntas para ter um mínimo sentido em um blog que é desnecessário. 

E com isso, temos o quê? Você pode criar 10, 20, 50 links para um site. Se eles não corresponderem às exigências do Google para qualidade, nada vai acontecer. Eles não vão mover agulha nenhuma. Vai ficar tudo como está… e o pior, pode vir uma penalização por links. Isso, tenho certeza que você não quer, de maneira alguma. 

Neste estudo do Search Engine Land, há um resumo do motivo pelo qual os links importam. Ainda mais agora com o SGE que o Google traz esses links na SERP. Ou seja. Não dá para negar que são essenciais. 

Mas, o mais importante que temos que tirar desse conteúdo é:

  • Relevância
  • Diversidade

Perseguir as métricas de Link Building sem ter uma estratégia baseada em notoriedade e diversidade dos links traz um único resultado: NADA. 

O Google disse isso em 2024. Mas, algo que eu sempre falo nos webinars e palestras e busco sempre trazer para nossos clientes aqui na Search One Digital é: relevância, relevância, relevância… 

Agora é engraçado ver que muita gente fala sobre isso. Mas, há mais de 5 anos buscando estratégias que sejam interessantes, me deparei com uma queda significativa em links de baixa qualidade e foi aí que consegui identificar o que é baixa qualidade. 

Machine Learning, por que você deve saber?

Antes de elencar o que é ou não de baixa qualidade, vamos entender sobre Machine Learning. Segundo a IBM Machine learning é uma faixa de IA que foca no uso de dados e algoritmos. A partir deste momento, as máquinas entendem quais os padrões humanos e aprendem com eles a classificar algo que é bom ou ruim. 

Com essas IAs aprendendo e estudando padrões há uma fácil identificação do que vale ou não. Ou seja, o que o Google está em busca de realizar é como estes links podem ser simples para a compreensão humana e, assim, ensinar suas máquinas. Para isso, o Spam Brain é amplamente utilizado. 

Precisamos parar de pensar em métricas simples como D.R e D.A e entender como um link traz realmente a diferenciação. 

E aqui pode estar a cereja do bolo: como links relevantes de fontes confiáveis podem servir como um fator humano e realmente ajudar um leitor? Parece difícil? E é. Principalmente porque até alcançar este patamar, muita água ainda vai rolar sob a ponte das palavras. 

Então, quais são os reais padrões de qualidade?

Um bom link de apoio, que traz informação, deve ser um link com um propósito por trás. Claro que o texto-âncora utilizado é essencial para começar a montar essa teia de sucesso. Mas, além disso, um link precisa guiar a pessoa para informações que realmente enriqueçam a experiência online. O link deve ser feito para uma página relevante… de verdade. 

Ele deve fazer sentido tanto para o Google quanto para quem está lendo a matéria. Ele deve ter um motivo para estar na página que está, no artigo que está no lugar… e por aí vai. 

O link também deve trazer uma informação realmente valiosa para o leitor. Normalmente, quando estão lendo algo, as pessoas não ligam para os links. Ou seja, para valer mesmo, seu link deve incitar o clique do leitor. Ele tem que querer saber mais sobre aquele assunto. 

Leitores se preocupam com informações importantes, fontes de estudos, entretenimento, verdade. Nesse contexto, vale a pena linkar para uma página de produto? Um leitor não vai querer ler sobre algo que o interesse e de repente perder o raciocínio para entrar em uma página de vendas. Isso é a coisa errada a se fazer. Como falamos em Helpful content, temos que falar em Helpful link. 

Ou seja, os links que você está fazendo e recebendo em seu site estão realmente ajudando as pessoas? Ou estou apenas construindo um padrão de links? Aí, pode estar um problema que você nem sabia. 

Ou seja, um jogo exato de linkagem que você acha que dá certo. Dá? Por enquanto… mas, depois de um tempo, isso vai cair por terra. Justamente porque não é Helpful para o usuário. 

Vamos supor que você é um advogado, tem um site e um blog. Neste blog, você aceita Guest Posts e também atualiza o seu blog com textos que podem trazer tráfego qualificado. 

Wow… tudo certo por aqui, então né?

Aí, vamos supor que um dos seus parceiros, posta um artigo no seu blog sobre como contratar advogado trabalhista em São Paulo. No meio do material tem um CTA (Call to Action) para: “contrate advogado trabalhista em Los Angeles”. 

Essa é a típica forma de um spam. Até parece a mais correta de tão certinha que é. 

O que você vai ganhar com isso? Falando em linkagem interna, pode até ajudar o seu site, se houver uma página para advogado trabalhista ou se você atender a essa exigência. Mas, se for um Guest Post e ele estiver linkando para o site dele, qual vai ser a ajuda? Você não acha que quando uma pessoa quer saber sobre advogado trabalhista em São Paulo, ela vai no Google e procura direto? 

A única coisa que você vai ganhar é um link em um site de D.A 80, mas sem estratégia. E lembrando que você ainda permite uma referência para uma página promocional. 

Se o texto-âncora do link estiver exato… aí podemos ter um problema maior. Provavelmente, tem algo de errado em todo esse processo e você está fazendo apenas com que os seus funcionários percam tempo ganhando links que não fazem diferença para seus clientes. 

E nesse universo, o que o SpamBrain pode fazer? Ele chega para o Google e diz: “Ignore este link, ele não tem valor para informações relevantes.”

O que realmente funciona então?

Agora a nossa conversa começa a ficar boa. 

Simples!

Construa links relevantes! Links que valem a pena de verdade. E use muito a sua comunicação positiva para um objetivo comum. 

Vamos a um exemplo?

Vou explicar agora como usar o D.R ou D.A do seu site como algo que fica em segundo plano. 

Olá, como vai? 

Meu site hoje tem um tráfego bem bacana. Especialmente no blog falamos sobre xxx e temos uma média de xx mil visitas mensais. Ou seja, somos um portal que realmente ajuda o leitor a entender mais sobre o assunto. 

O que eu posso fazer é te oferecer um conteúdo exclusivo falando sobre xxx que me parece uma dúvida comum dos seus leitores e também faz parte de uma de suas editorias. O que acha?

E ah, o site do meu cliente (ou meu) tem um D.R de xxx, o que vai ser ótimo pra você, porque vai estar referenciando para um local que faz sentido e pode ajudar seu leitor a obter mais informações. 

Você diria não para esse approach?

Pense no link como uma validação de algo. Um endosso do que é realmente importante para o seu site. Você quer validação sobre uma página específica de produtos? Quer saber qual o tipo de sinal enviado ao Google sobre a sua expertise? Se seu site vale mesmo a pena para um usuário?

Imagem representando um duelo entre John Muller e Arnold Schwarzenegger, focando no tema de Domain Rating. A arte visual destaca os dois personagens em um contraste de cores.

Arnold Schwarzenegger x John Mueller – O D.R vale mesmo?

Vamos a um exemplo de como isso pode funcionar na prática? Suponhamos que eu quero endosso à minha marca para que SEOs de grandes empresas contratem minha agência para prestar serviços aos seus sites. Meu público-alvo nesse caso é o SEO de uma empresa. Ou o diretor de marketing dela… 

Todo mundo conhece o Arnold Schwarzenegger, certo? Então eu posso chegar e falar: Arnold, mencione meu site em uma palestra sua como uma maneira de afirmar que minha agência é a melhor para quem quer mais resultados no Google? Claro. Poxa, Arnold tem um D.R de 89, 90… Estou realmente feliz com isso. Vou ter mais de 10 clientes me procurando. 

hmmmm, será?

A plateia do Arnold não é pra mim. Ali, eu posso pescar, no máximo, 2 ou 3 leads que mais seriam curiosos do que realmente interessados. Ou seja, perdi minha estratégia. 

Agora, vamos pensar no John Mueller que é um profissional renomado no mundo e conhecido por toda a cadeia de SEOs. Até quem não trabalha diretamente, mas tem interesse em marketing digital conhece ou já viu algo dele. Mas, o site dele tem um D.R de 20. Baixo, né? 

Aí é que está o pulo do gato. O D.R do John é mais baixo do que o do Arnold, porque o Google o metrifica pelo nicho de atuação. Ou seja, é melhor eu contar com a ajuda do John para falar sobre mim e sobre a minha agência e o quanto ela pode ajudar as pessoas e as empresas. 

Com isso, o que eu quero dizer é que não é vantajoso em termos de SEO, Link Building e Digital PR um link no site do Arnold que é amplo e eu não sei quem está ali. Eu quero um link no site do John, porque eu sei quem está lendo aquilo diariamente e sei que quem lê está com interesse em aprender mais e se informar de maneira correta. 

E aqui, entro na seara da quantidade x qualidade. Eu posso construir links em sites “tipo Arnold” por aí. Posso oferecer milhares de Guest Posts e conquistar esses links. Vou mostrar ao meu cliente como somos bons e batemos metas. 

Mas… esses links vão valer? Certamente não. Eles não vão mexer na agulha do tráfego do seu cliente. Agora, se você conquista links em sites tipo John para falar de SEO e Marketing Digital, certamente algo de positivo vem por aí. 

Mais valem 2 links em sites de nicho do que 20 em sites de conteúdo amplo! (Isso para link building, tá? Aqui eu não estou falando de Digital PR que tem outros objetivos). 

Como avaliar um site para oferecer uma parceria?

Primeiro de tudo, tem uma fórmula para isso, mas é preciso entender bem mais de comunicação e objetivo dela. 

Foque primeiro na relevância!

Questione-se: existe uma razão lógica para eu navegar nesse site ou ler uma matéria dele? Tem muito anúncio e eu tenho que ficar o tempo todo clicando para sair? Quando eu leio algo, me sinto realmente informado? Ou, eu li, li, li e nada aconteceu? Eu vou precisar pesquisar mais para saber sobre o assunto que estou procurando?

Depois da importância, atenção ao Valor Humano

Se uma pessoa cair aqui e não for apenas para construir links, este site significa algo? Eu  poderia registrar esse site no meu feed para receber as atualizações dele? Eu ia gostar de receber essas informações, de verdade? 

Depois desses 2 fatores mais subjetivos, você pode analisar o tráfego do site, engajamento dos leitores com as matérias. Matéria mais lida. Qual a qualidade desse conteúdo? O que tem sido publicado no site faz realmente sentido para quem quer ler?

E agora, entra a parte da análise que vai te mostrar para quem o site linka. Jogue-o em uma ferramenta como o Ahrefs e veja a Autoridade do Domínio (agora sim). Para quem o site mais linka e quem mais linka para ele. Como está essa construção de links?

Aqui, comece a pensar nos links como sugestões. Quem eu realmente quero que indique algo para meu target? 

Eu vou trazer algumas técnicas bem bacanas, mas lembre-se que nem todas valem para todos os sites. Tudo tem que se adaptar, tá? Não vai aplicar tudo o que está aqui ipsis litteris, sem um estudo por trás. 

Não é uma estratégia nova, mas ela vem se adaptando e necessita de mais trabalho e envolvimento de outras áreas, como conteúdo, por exemplo. 

Esse tipo de estratégia pode trazer links bem valiosos de sites como .edu, .gov e .org…Aqui, falamos de autoridade, mas de uma maneira menos direta. Porém, para essa estratégia funcionar, você deve ter algo no seu site que seja um recurso válido para ser linkado. Não adianta ir atrás de sites importantes sem oferecer nada em troca. 

Banner da categoria Link Building

Normalmente, estes conteúdos são materiais ricos que oferecemos aos leitores. Mas, veja essa linha de raciocínio. Essa ideia aprendi de um webinar que eu vi e vou contar a história agora. Olha só…

Vamos supor que exista um site que oferece software dental para consultórios dentários. Certo? O nome dessa empresa é a Dentrix.com. 

O que queremos aqui é encontrar um jeito de linkar um conteúdo nosso (da Dentrix) com sites que tenham uma série de informações ou que até ajudem o público-alvo deles a ter mais informações. Helpful mesmo. 

Comece então com uma pesquisa. Dedique um bom tempo a isso. E isso eu sempre falo para meus colaboradores. Antes de propor, pesquise, entenda o que pode fazer sentido. Nada melhor do que olhar os concorrentes também, para ver até onde eles vão. Principalmente se forem maiores que o site para o qual você está trabalhando. 

 O que você deve levar em conta aqui é: quais são as páginas mais linkadas do concorrente? Por que elas são as mais linkadas? O que têm de diferente? Qual audiência linka para essa determinada página? Quais temas são mencionados e com qual frequência? Quais os sites mais importantes que linkam para essa página do concorrente? 

Quais os gaps que poderiam me ajudar a fazer um conteúdo semelhante ou até melhor para divulgar? 

Em meio a todas essas pesquisas, encontramos o site Byte.com e eles tinham um material rico que mostrava como cuidar dos dentes de criança com autismo. 

Olha que interessante: uma empresa de software para consultórios dentários oferece um guia de como cuidar da dentição de crianças com autismo. Claro que todas as clínicas dentárias podem publicar isso. É perfeito, principalmente se a clínica quiser fornecer conteúdo relevante para seu cliente. 

Além disso, como o conteúdo é validado por dentistas, o material recebeu links importantes de sites com .gov, .edu, entre outros. Foram mais de 80 links. 

O que eu faço agora? Agora, mapeie todos esses links. Deixe eles separados em uma planilha. 

Para o Dentrix.com, foi ofertado a criação de um material rico que abordasse os cuidados que você deve ter com a saúde bucal de crianças com necessidades especiais? Pais que têm filhos com necessidades especiais e precisam de ajuda para entender como devem lidar. O que fazer na hora de ir ao dentista, como escolher um dentista que entenda de verdade para não traumatizar a criança e por aí vai! 

Com esse conteúdo pronto eu tenho diversas possibilidades:

  • Primeiro a lista com os sites que linkaram para o material rico da Byte, meu concorrente;
  • Sites que abordem cuidados que pais precisam ter com seus filhos na hora de cuidar da saúde bucal;
  • Sites de consultórios clínicos que atendem crianças com necessidades especiais e têm blog atualizado

Sim, é um conteúdo de topo de funil. Mas, nesse caso, vai te trazer links bem relevantes. Lembre-se: pertinência primeiro, quantidade depois. Além disso, você também pode pesquisar no Google Trends para ir além e ver o que estão falando sobre saúde bucal para crianças com necessidades especiais. Pode digitar o termo no Google e ver o que está em discussão, o que é notícia. 

Um mundo de possibilidades. Eu adoro isso. 

Agora, quer um exemplo real de relevância que não tem nada a ver com D.R? Pense que você é um site de software para consultórios dentários. O seu público-alvo é aquela empresa que precisa usar o seu software para atender os pacientes. 

Pense nesses sites linkando para o seu conteúdo? Como assim? Não faz sentido, não quero esse link. 

Sério?

Pense de novo! Um site de um consultório linkando para um material relevante que você fez, significa que o seu público-alvo realmente confia em você e no que você está dizendo. E, em contrapartida, você ajuda o seu cliente a oferecer um material informativo para seus pacientes. Claro que esses blogs de consultórios não vão ter um D.R de 90! Mas, são essenciais para uma estratégia de links com valor agregado e engajamento em primeiro lugar. 

Digital PR – Ainda mais relevância

A segunda dica é bem conhecida, mas precisa saber fazer direito… se não ela se perde em um mar de estratégias. Nadou, nadou e morreu na praia. 

O Digital PR é uma estratégia que une assessoria de imprensa, comunicação e link building. Para montar uma estratégia que atrai links é preciso alinhar os objetivos da campanha com o do seu cliente. 

Vou dar um exemplo. Recentemente, criamos uma pesquisa para um de nossos clientes. É uma empresa de servidor para a criação de sites. Sites de todos os tamanhos, desde pequenas lojas ou sites institucionais, até grandes empresas. 

Um dos focos do nosso cliente é atender aos pequenos empresários que querem sobressair com vendas na internet. Pessoas que têm um emprego oficial, mas buscam no marketing digital meios de ter uma renda extra e quem sabe, fazer dessa renda extra uma empresa lucrativa. 

Começamos com uma pesquisa para entender quem era esse público-alvo. Montamos um Google Forms com algumas perguntas e lançamos para a base do nosso cliente com mais de 5 mil leads. A ideia era entender os motivos que uma pessoa busca para ir atrás de uma segunda renda. 

Mas, por qual motivo descobrir isso? Porque antes de montar a pesquisa no Forms, identificamos que grande parte dos brasileiros querem ganhar dinheiro na internet. Aliás, essa Kwd “como ganhar dinheiro na internet” tem um volume de buscas altíssimos, como mostra a imagem abaixo: 

Gráfico de volume de busca com picos de crescimento de 2015 a 2026, exibindo uma comparação do crescimento do volume com previsão futura.

Volume de busca da keyword “como ganhar dinheiro na internet”. Foto: Ahrefs. 

Depois, vimos, também, que após a pandemia, o brasileiro ficou assustado com a perda repentina de empregos e o fato de não ter um dinheiro extra para ajudar nas despesas enquanto a situação não fosse normalizada. 

Com o resultado da pesquisa, criamos um ativo linkável no blog do nosso cliente com conteúdo informativo sobre o comportamento do brasileiro na busca pela segunda fonte de renda e montamos manchetes que atraem jornalistas. 

Jornalistas gostam de números, dados relevantes e inéditos e foi isso que oferecemos. O resultado é que nosso cliente deu entrevista para o SBT, saímos em portais que falam sobre empreendedorismo na internet, como o jornal Poder 360°, a Revista RH pra Você e o site Money Report. Além disso, as menções em redes sociais como Twitter e Instagram ajudaram muito nessa Autoridade. 

O Digital PR não se preocupa apenas com os links nas matérias. Também vai além para as entrevistas de rádio, entrevistas em canais de TV e por aí vai. É mais ampla e bem trabalhosa. Não se faz em apenas um ou dois meses. Mas, quando é feita, o resultado vem de maneira rápida. Foram mais de 30 links para esta página. 

Além disso, para ajudar a dar mais força à página foco da estratégia de Digital PR, Ativo Linkável, criamos uma estratégia de linkagem interna para as páginas mais relevantes que, também, tratavam sobre o assunto dentro do site do nosso cliente. Um exemplo é “Como montar um E-commerce rápido”. 

A empresa que fizemos essa campanha tem como diferencial de mercado uma ferramenta de Inteligência Artificial que ajuda a montar um site em alguns instantes…e por aí vai! Tanto a linkagem interna quanto os links externos mencionando a pesquisa ajudaram muito a fazer com que essa campanha fosse um sucesso. 

Guest Post – Desde que tenha sentido para a estratégia

Em um artigo publicado aqui no blog da Search One Digital, Alcindo Batista, também conhecido como “Neto”, nosso coordenador de Digital PR, mostrou que o Guest Post é a estratégia mais usada no trabalho de link building em todo o planeta

Na ocasião, ele usou um estudo feito pela Authority Hacker de 2023 que mostra que a estratégia foi usada por 64,9% dos profissionais de Link Building no mundo. Em segundo aparece a “Link Exchanges”, popularmente conhecida como troca de links, reparem: 

Gráfico mostrando as táticas de construção de links mais populares, com Guest Posting em primeiro lugar, seguido por Link Exchanges, Criação de Conteúdo e HARO.

De fato, oferecer conteúdo a outros sites que sejam relevantes é ainda uma maneira positiva. Mas, você precisa ter muito cuidado com isso. 

Antes de ir em busca dos sites, precisa entender o que você vai escrever e como o link para o seu site vai estar nesse material. Qual o texto-âncora que você vai usar? E o mais importante, o material linkado do seu site precisa fazer total sentido com a matéria que você está escrevendo. 

Pense que você é um E-commerce que fornece material para consultórios médicos. Macas, cadeira de rodas, desfibriladores, entre outros. Não faz sentido algum você falar sobre o aumento de cirurgias plásticas no Brasil e linkar para algo que fale sobre os primeiros socorros, mesmo que você tenha esse produto. 

Percebe que não houve ligação entre o tema do texto e a referência que você deu? Agora, se você escrever uma matéria sobre o aumento de cirurgias plásticas no Brasil, fala sobre a concorrência das clínicas e dá dicas para que uma cirurgiã plástica tenha mais confiabilidade, aí é super válido. 

Pense que no seu blog pode ter um conteúdo sobre como montar um consultório que traga conforto e confiança para uma paciente que quer colocar silicone. Ela vai confiar em uma médica com um consultório reformado e confortável ou vai confiar em uma que tem os aparelhos velhos e ultrapassados? Pense bem, são os seios dela. 

Se o Guest Post tiver esse link forçado ele não vai fazer o menor sentido. 

Depois que você montou o seu conteúdo, pode digitar a palavra-chave no Google. Ou o tema do texto e colocar no Google News para encontrar portais que possuem assuntos sobre o tema. 

Para ir além, busque na SERP do Google sites que falam sobre cirurgia plástica. Coloque essa URL em ferramentas como o Ahrefs e o SEMRush e veja quem linka para eles. Esses sites podem ser uma boa para você entrar em contato e oferecer o material. E assim, você vai criando uma teia de conexões. 

Ah, e não use o mesmo conteúdo para ganhar links em diversos sites. O Google sabe que isso é uma tentativa de partilhar conteúdo e economizar. Portanto, cada conteúdo deve ser exclusivo para o site que você quer se tornar parceiro. E nunca esqueça que o site que você vai entrar em contato, precisa de uma razão lógica para existir. 

Como encontrar sites relevantes para oferecer Guest Post?

Bem, aqui temos algumas ideias que eu gosto de usar para meus clientes e sempre dá certo. Mas lembre-se: Relevância. 

Para todas as dicas, monte planilhas de registro para acompanhamento. Elas são uma parte importante do processo. 

Google – SERP

Captura de tela do Google, mostrando resultados de pesquisa, incluindo opções como Google Analytics e Apps, destacando as funcionalidades da plataforma.

Foto: Google. 

  1. Vá ao Google e digite a palavra-chave do seu cliente
  2. Encontre sites que falam sobre o tema (cuidado para não serem concorrentes diretos do seu cliente)
  3. Mapeie esses sites e entenda o conteúdo deles (tem um capítulo aqui que falo sobre como entender se um site é relevante ou não. Você até já leu). 
  4. Registre os sites e os contatos
  5. Crie uma coluna para colocar o tema do artigo que você vai oferecer para aquele site
  6. Entre em contato e registre cada passo

Google – News

Captura de tela do Google News mostrando as últimas notícias, incluindo atualizações sobre incêndios na Califórnia e a política nos Estados Unidos.

Foto: Google. 

Para esse modelo de busca, você já deve ter um tema em mente. 

  1. Pesquise no Google News o tema do material que você quer compartilhar
  2. Registre os sites relevantes que você encontrou e que abordam o tema da sua matéria
  3. Leia o objetivo do site, entenda sua linha editorial
  4. Entre em contato e ofereça um conteúdo abordando algo que você já leu (vai ajudar a criar conexão) 

Google – Concorrentes

  1. Vá no Google e digite a palavra-chave do seu cliente (site) 
  2. Busque um ou dois sites (os primeiros resultados) que podem ser concorrentes do seu cliente, mas ele não mencionou
  3. Coloque a URL desse site em ferramentas como Ahrefs ou SEmRush
  4. Mapeie todos os links relevantes que esse site possui
  5. Faça um balanço das palavras-chave que usam nos links
  6. Faça um balanço das matérias que publicam e como publicam
  7. Extraia os sites relevantes para o seu cliente e que você pode conseguir um link
  8. Crie a estratégia de comunicação e comece o trabalho

Google – Personas do mercado

Aqui você vai achar sites que podem ser relevantes e também aceitam conteúdos como Guest Post. Vamos lá? 

Primeiramente, busque por “personas” do seu nicho de atuação. Por exemplo, vamos supor que você tem como cliente um cirurgião plástico. Você pode começar fazendo uma busca no Instagram ou procurando no Google os principais cirurgiões para aquele procedimento. Nem sempre o que é bom em fazer rinoplastia, vai se especializar em mastopexia, por exemplo. 

Mas, aqui, seu cliente vai te ajudar mencionando os concorrentes dele. 

Digite o nome do concorrente no Google e veja locais que ele aparece (aqui vai precisar de um bom filtro porque muitos locais são redes sociais da persona) 

Clínica da Dra. Luciana Pepino especializada em cirurgia estética. Visite para serviços de qualidade em um ambiente moderno e acolhedor.

Aqui temos 2 exemplos legais. Se o seu cliente ainda não tem um perfil no Minha Vida, pode ir atrás dessa estratégia. O site é um dos mais importantes para conteúdo médico no Brasil. 

Mas aí, você pode ir além. Olha só que legal: O site Cirurgia.net funciona como um Diretório para cirurgiões. E o mais legal é que ele tem um espaço para que os pacientes deixem sua opinião. Isso vai ajudar muito no ganho de proeminência do seu cliente. 

Informações sobre abdominoplastia, incluindo preço médio e benefícios do procedimento, destacando sua popularidade e avaliação positiva.

Tem também um dashboard bem bacana sobre a média do custo de uma determinada cirurgia e todos os especialistas de determinada área. Isso vai te ajudar bastante a encontrar sites. Já pensou se você pega o site de cada um destes médicos e coloca no Ahrefs para encontrar sites relevantes? 

Isso me deixa muito satisfeita porque, através de uma pesquisa, podem sair várias ideias. É só estar focado em relevância, credibilidade. 

Para terminar esse guia eu deixo aqui a dica de uma estratégia que vai ajudar muito a fazer você ganhar proeminência para as páginas que está trabalhando: a aplicação de links internos de conteúdos semelhantes e relevantes dentro do seu site

A teia que você quer criar fora do site tem que ser a mesma que você deve criar dentro dele. Quanto mais links relevantes, mais conteúdo ganha proporção, certo? O mesmo para os links internos. 

Um site está trabalhando para divulgar e criar uma teia de comunicação para um de seus conteúdos importantes. Ou seja, faz total sentido. 

Mas, cuidado para não linkar demais ou inserir em páginas que não têm importância. 

Busque no blog do seu cliente conteúdos que tenham afinidade com o seu Ativo Linkável e crie uma estratégia de linkagem que trabalhe textos-âncora e diversidade deles, também. 

É isso. Espero que esse guia ajude você a revolucionar suas estratégias de Link Building em 2025 e te faça ganhar mais notabilidade em seu nicho de atuação!

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