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Tendências de Content Marketing, Digital PR e SEO para 2025

Veja as tendências de SEO, Digital PR e Content Marketing para 2025: SGE/IA, E-E-A-T, UX/Core Web Vitals e brand authority — o que priorizar para crescer com qualidade.

O mundo digital é feito de testes. O que vai bem é aperfeiçoado. O que não pega é deixado de lado para outro momento. 

Esse é o primeiro ano que escrevo esse livro. É o primeiro ano inteiro que estou à frente de uma agência de marketing digital. É também o primeiro ano que fico ansiosa pelo que estar por vir. 

Empreender não é fácil. Mas, quando você arrisca a sua pele por algo que atende aos seus princípios, não tem como dar errado. 

Para mim, é um prazer montar esse material e compartilhar com vocês. 

Aqui, não tem apenas as minhas opiniões. Reuni uma série de especialistas do mercado para que, juntos, possamos traçar as tendências no marketing digital para 2025. 

E vamos em frente que está apenas começando.

Capítulo 01: O Google, 2024 e seus updates

2024 foi um ano movimentado para quem trabalha com o SEO e fica sempre de olho nas atualizações do Google

Houve uma grande em abril que tirou o sono de muito dono de site ao redor do mundo. 

Gráfico mostrando desempenho nos resultados de busca nos últimos 28 dias, incluindo cliques e impressões.

Fonte: Google

Imagina só, caro padawan… você vai dormir com seu site crescendo em tráfego e do nada uma queda brusca. É para ter um infarto fulminante sem direito a desfibrilador. Principalmente se é por esse site que você ganha seu dinheiro. 

Mas, por que o Google fez isso, Deus? 

Não sabemos e nunca saberemos. Contudo, o Google tem tentado combater os conteúdos gerados por IA. Desde que o ChatGPT entrou no jogo o buscador trabalha para encontrar uma maneira de conter blog posts ou informações que não ajudam o cliente e servem apenas para gerar tráfego. 

Grande parte dos que trabalham no setor de marketing digital apontaram que o Update tinha sido exagerado e que muitos sites perderam tráfego, mas não tinham conteúdos gerados por IA. 

Aí fica o questionamento: mesmo sem ser gerado por IA esse conteúdo tinha qualidade?

Helpful Content – Ainda é sobre isso! 

No início de 2024 eu já falei sobre essa tendência. O mês era janeiro. Ainda nem esperávamos pelo update que derrubou o mundo. Mas, foi uma tendência que se concretizou. Com base no que o Google diz sobre Helpful Content montei uma ideia sobre o que teria mais valor para o ano. 

Eu disse que era importante avaliar a utilidade do site todo e não apenas de uma página. Ver o que um domínio oferece e qual a autoridade com a qual ele aborda determinado assunto. Isso significa que um site tem que ser informativo em todos os seus âmbitos e partes. Todas as páginas. É aí que entra o E.E.A.T e suas exigências em Expertise, Autoridade, Confiabilidade e segurança. Estes 4 elementos juntos formam o que temos de melhor para garantir que um site sobressaia nos motores de busca. Não apenas 1, mas o 4 juntos. 

É como se fosse uma engrenagem. Se todos não funcionarem da maneira correta e não atenderem às expectativas, o motor para e o site fica a mercê do que o Google bem entende e faz quando quer. 

Eu disse:

Texto sobre a importância da atualização de conteúdo útil e a influência da Inteligência Artificial.

E aconteceu. Em janeiro o ChatGPT já tinha virado febre. Conto um causo a vocês que chamou minha atenção. 

Uma revista renomada. Uma da editoria Abril. Uma revista para bebês, colocou do fim de dezembro até a primeira semana de janeiro mais de 300 artigos no ar. E tem mais, a autoria das matérias nunca existiu. Também… escrevendo tanto ela deve ter morrido de inanição. 

Brincadeiras à parte, o que temos aqui é um exemplo de que a IA, usada pelo homem, atrapalha o desempenho de um determinado site. E, entendo, que é por isso que o Google é tão exigente. 

Parece que tudo o que a gente toca estraga. 

Pois bem, ferindo as regras da ética jornalística e também brincando com a capacidade de discernimento do leitor, a revista teve que tirar os conteúdos do ar e passou por uma série de processos. 

Ou seja, ela perdeu toda a sua credibilidade, confiança e acima de tudo expertise na área. Afinal, qual a mamãe ou o papai que vai confiar? 

O Google avisou. 

Usar a IA está permitido, desde que ela seja uma ajuda. Seja ajuda nas automações de processos operacionais. 

Ele até foi bonzinho e disse que tudo bem usar conteúdo feito pela IA, desde que fosse validado por um humano especializado no assunto. O problema é que quando isso acontece, o conteúdo precisa set totalmente reescrito. 

Não adianta você achar que vai colocar em seu blog um monte de conteúdo criado por IA e as coisas vão funcionar. 

A IA deve ser usada apenas para auxiliar em processos operacionais, gerar briefings, encontrar palavras-chave, criar scripts de programação, entre outras coisas. Mas nunca ser a detentora original de um conteúdo escrito. Isso é mentir. É enganar o leitor. E claro, o Google não quer isso. 

Porém, o buscador percebeu que pegou pesado no update e lançou um “mea culpa” não assumido no fim de agosto para setembro. Alguns sites voltaram a performar bem. Os que não tinham jeito… continuam no limbo. 

Quem trabalha com link building sabe o esforço que foi emplacar links em 2024! Seja pelas redações com menos jornalistas e muitos profissionais terceirizados, seja pelas exigências do Google para o compartilhamento de conteúdo de qualidade

Links ganhos em portais de notícias de forma deliberada ou em blogs de baixa qualidade. O que importa não é mais ter o link divulgado… o que importa mesmo é a qualidade deste link. O portal no qual ele está inserido, o valor que ele agrega para o site, como referenciação e, acima de tudo, a qualidade do conteúdo divulgado. 

Nesse contexto, comprar links, inserir PBNs e lançar Guest Posts em ferramentas como o Dino ou qualquer outra é trabalho perdido. Não vai trazer o resultado esperado. 

Vamos entender. O link funciona como um voto. É uma referência de outro portal afirmando que o seu site entende sobre o que ele fala. Se o portal que te dá este voto não for de boa qualidade, qual a credibilidade que a sua referência vai ter? 

NENHUMA

E isso precisa ser entendido de uma vez por todas. 

Mas, quero deixar claro que não sou contra comprar links ou trocar. Não seria hipócrita em escrever isso. 

O que digo é que, mesmo em uma compra ou troca, o conteúdo deve fazer sentido. É importante ter uma estratégia que una um conteúdo bem escrito, com informações coesas e que, acima de tudo, tenha um texto-âncora segmentado para a página de destino. 

Como uma fênix, o Link Building renasce exigindo ainda mais dos links builders. Renasce com a corda toda para entrar em 2025, exigindo estratégia, planejamento, segmentação e conteúdo informativo. 

Otimização técnica vale, sim, e vale muito

E foi isso que vimos em 2024. Principalmente quando o assunto é experiência de usuário. Tivemos que iniciar um novo processo para entender o que o site precisava, além das correções básicas. 

Explico

Indexação, rastreamento, erros 404, Core Web Vitals… isso se tornou básico. Tem e deve ser feito. O SEO é uma engrenagem. O E.E.A.T é uma engrenagem, lembra? Se tudo não estiver fluindo de maneira similar, uma das engrenagens para e tudo degringola. 

Recentemente, o Google alterou suas métricas para os Core Web Vitals. Principalmente o INP que mede a interação do usuário com a página seja via mobile ou desktop. O que isso quer dizer? Sabe aqueles cliques, rolagem, apertos em botões? Quanto tempo o site demora para responder a essa interação? Isso é crucial para que o visitante tenha uma boa experiência. 

Não adianta ter um conteúdo super bacana se o seu site não age da maneira que o visitante espera. 

Texto sobre a experiência do usuário de alta qualidade, abordando a pesquisa em HCI e limites de percepção.

Acima temos as indicações do Google sobre a importância dos Core Web Vitals na experiência de um visitante. 

Imagine que você está caminhando por uma cidade desconhecida para chegar a um compromisso importante. Você atravessa várias ruas e centros urbanos em seu caminho. Mas, aqui e ali, pedras soltas na calçada fazem você tropeçar, há portas automáticas lentas que você precisa esperar abrir e desvios inesperados de construção o levam para o caminho errado. Todos esses eventos interrompem seu progresso, aumentam o estresse e o distraem de chegar ao seu destino.

As pessoas que usam a web também estão em uma jornada, com cada uma de suas ações constituindo um passo no que seria idealmente um fluxo contínuo. E, assim como no mundo real, elas podem ser interrompidas por atrasos, distraídas de suas tarefas e levadas a cometer erros. Esses eventos, por sua vez, podem levar à redução da satisfação e ao abandono de um site ou de toda a jornada.

Em ambos os casos, remover interrupções e obstáculos é a chave para uma jornada tranquila e um usuário satisfeito.

Então, o que faz os usuários tropeçarem na web?

Tendências cruciais para ter sucesso na internet em 2025

Agora que já fizemos uma bela introdução sobre o ano de 2024, vamos falar sobre o que vem por aí! 

Além de mim, convidei meus colaboradores e alguns especialistas de mercado para falar sobre o que podemos esperar. A cada tendência tem também uma explicação sobre ela e como isso vai impactar no seu site e nos seus negócios. Boa leitura! 

Carolina Peres – CEO da Search One Digital

Bem, trabalho com link building desde 2013! Vi muitas transformações acontecerem ao longo destes 11 anos de carreira nesta área. Mas, a mais deslumbrante é:

O Link Building morreu! 

Da maneira como era feita. Diga-se de passagem. Os Guest Posts já não trazem mais aquele resultado efetivo. Antes, era conquistar um link e pronto. O sucesso era quase garantido. Agora não. É oneroso entrar em contato com jornalistas, mais oneroso ainda esperar pelo link que parece nunca mais querer sair. 

Isso porque o mercado está saturado da enxurrada de textos e sugestões de pauta com matérias mal escritas, links forçados em locais errados, textos-âncora que não têm o menor valor semântico. Isso ficou para trás. 

Temos uma nova era. A era do Digital PR. Ah, mas Digital PR também tem link. Sim, claro. Mas, construído de uma maneira mais estratégica. O que vale mesmo agora é a qualidade do conteúdo compartilhado! 

Adeus quantidade, bem-vinda qualidade. 

Campanhas de Digital PR precisam ser embasadas em dados, fatos realmente relevantes. Só assim, aquela determinada página vai ter importância para que um jornalista possa referenciar seus dados. Ou seja, conteúdo e link building se unem de uma vez por todas para trazer à tona o que realmente importa: valor agregado. 

Palavras bonitas não importam mais. O que vale é como o seu conteúdo vai ajudar, de verdade, quem pode ser o seu cliente. E ainda assim, se torna, cada vez mais difícil, emplacar. 

Veja, esse ano, montamos uma pesquisa para um dos nossos clientes. É uma empresa que fornece servidores e ajuda a criar sites de maneira mais simples. Eles revolucionaram o mercado. Pegaram a ideia do Wix, aprimoraram com inteligência artificial e pronto! Qualquer pessoa pode criar sua loja virtual em instantes. 

Como vender isso? Como transformar isso em uma pauta que, de fato, tivesse relevância? 

É preciso pesquisar. Entender o mercado. Entender mais ainda do público-alvo. Foi então, que tive a ideia de fazer uma pesquisa para entender como o brasileiro que trabalha com renda extra vê na internet uma oportunidade para sobressair e, quem sabe, a partir de um freela montar uma empresa de sucesso. 

Mas, porque essa ideia?

Porque desde a pandemia da COVID 19, quando muitas pessoas se viram desempregadas muito rapidamente, o brasileiro busca fontes alternativas, além do trabalho oficial, para complementar a renda e fazer um investimento de segurança. 

Brasileiro adora empreender e ter ideias novas… além disso, sabe que na internet as coisas podem ser mais simples de vender. Principalmente depois da pandemia. E se esse novo empreendedor, que entra na internet sem saber o que fazer para ter mais clientes, tivesse a ajuda da empresa que fornece serviços de servidor para ter um negócio de sucesso? É ir lá na ponta do iceberg, ver o que está acontecendo, transformar isso em oportunidade e a partir daí criar um ativo realmente informativo. 

Essa campanha recebeu mais de 30 links! 

Três caixas de texto discutindo o que o mercado diz sobre determinado assunto e como adaptar isso ao cliente.

Sem essa tríade inicial, uma campanha de Digital PR pode ir por água abaixo. E quanto mais criativa ela for, mais chances de performar bem. Não precisa fazer uma página mirabolante… ter um bom conteúdo já é essencial para que o ponteiro comece a fazer sentido. 

Por isso, qualidade de conteúdo, elo com o site e o que os dois podem oferecer juntos, criatividade para montar um conteúdo que chame a atenção e o trabalho de assessoria de imprensa para divulgar esse conteúdo serão primordiais em 2025. Não invista em Links comprados ou cadeias de PBN. Invista em um time completo de jornalista, assessor, designer e cientista social para trazer o melhor que a sua empresa pode proporcionar ao público-alvo e à imprensa. 

Feliz 2025!

Yuri Moreno – Especialista em SEO e sócio da Search One Digital

Versão original

In 2025, I believe we’ll continue to see domain and brand authority becoming more crucial for digital success. 

Platforms like Reddit are gaining traction in search rankings, not because every individual comment is authoritative, but due to the site’s overall authority and trustworthiness. 

This trend underscores how larger, established brands are increasingly favored over smaller websites, especially as Google’s algorithms continue to prioritize credibility—driven heavily by evolving search behavior, where users are more inclined to seek reliable sources from trusted domains.

Banner da categoria Link Building

Additionally, citation optimization and entity enhancement are set to play a larger role. With AI-driven search chats and large language models providing responses that cite sources and map entities, optimizing for PR and brand mentions will become essential. 

Brands that ensure they are correctly cited and recognized in these AI responses will gain a competitive edge in visibility and user trust.

Versão em português:

Em 2025, acredito que continuaremos a ver força de domínio e Brand Authority tornando-se ainda mais importante para o sucesso em ambiente digital.  

Plataformas como o Reddit, fora do Brasil, por exemplo, estão ganhando tração nas buscas. Não apenas porque cada comentário por lá traz mais autoridade, mas porque esses perfis trazem Autoridade e confiabilidade para o site. 

Essa tendência reforça o quanto empresas com marcas estabelecidas em ambiente dgital ganham destaque sobre sites menores e sem este trabalho. Especialmente, porque os algoritmos do Google continuam a priorizar a credibilidade. Destaque, também, para as intenções de busca do usuário que tendem a clicar em sites que possuem domínios mais confiáveis.  

Além disso, citações e melhorias no quesito  Entidade da marca, para mais ganho de Autoridade, terão papel ainda mais efetivo e importante. Com a AI driven search e LLMs trazendo respostas que citam apenas sites com Autoridade comprovada, Digital PR e menções a marca serão mais essenciais ainda. 

Marcas que investirem nesse ganho de Autoridade e impulsionamento do site como uma Entidade no mercado, terão ainda mais visibilidade e oportunidade de ganhar o clique e a confiança do usuário. 

Rômulo Gomes – Especialista em App e ASO e sócio da Search One Digital

IA na Criação de Conteúdo para SEO Programático

Eficiência e Escalabilidade** A inteligência artificial está revolucionando o SEO programático, permitindo a criação de conteúdos de alta qualidade e em larga escala com precisão e relevância. 

Diferente do SEO tradicional, onde cada página é cuidadosamente escrita e revisada manualmente, o SEO programático permite gerar centenas ou milhares de páginas otimizadas para diferentes intenções de busca de forma automatizada. 

A IA adiciona ainda mais eficiência a essa estratégia. Vou dar um exemplo prático com o Easy App Reports, nossa ferramenta para análise de dados de aplicativos.

Aplicamos SEO programático criando uma página dedicada para cada métrica importante de análise de aplicativos. Assim, quando alguém busca por termos específicos, como “diferença entre ratings e reviews”, temos uma página otimizada e relevante que responde exatamente a essa pergunta.

A IA aqui analisa dados de busca para adaptar as palavras-chave, ajustando o conteúdo para aumentar a chance de atrair quem realmente quer saber sobre essas métricas, como “definição de churn” ou “o que são eventos in-app”. Esse tipo de SEO programático facilita o trabalho de captar tráfego orgânico qualificado de usuários que procuram respostas diretas para perguntas específicas, oferecendo um conteúdo com precisão e utilidade. 

Para empresas com grande volume de produtos, serviços, ou até métricas como no nosso caso, o SEO programático viabilizado por IA transforma uma tarefa gigantesca em algo escalável e eficaz. 

Com a IA, cada página é ajustada e monitorada para garantir que o conteúdo continue relevante e bem ranqueado ao longo do tempo.

Em 2025, essa abordagem será essencial para quem busca ampliar sua presença digital sem sacrificar a qualidade, usando dados para criar conteúdos que não só atraem, mas também engajam os usuários, trazendo resultados concretos em SEO.

Versão original:

“Digital PR is really picking up steam and will be even more popular in 2025.

This is a good thing because a lot of PR and digital marketing teams in bigger companies don’t really work together. For instance, in-house PR folks often leave valuable links on the table, like unclaimed brand mentions. Plus, they sometimes run campaigns without a clear long-term SEO goal as part of their overall strategy. So hopefully, there will be more synergy between these two departments.

The downside is that marketers usually mess things up by getting too obsessed with scaling. So, many link builders might end up flooding journalists and outlets with PR pitches, which can kill the effectiveness of this method.

The popularity of link building and other marketing methods fluctuates throughout the years, always self-destructing themselves by overkill. And then rise again as the ‘new’ best thing to do. In my opinion, almost all linkbuilder methods are valid, if executed well. So, if you’re building links, try to vary your tactics and don’t bank on one thing. And pay attention to how you execute your strategies! 🙂  

Tradução:

O Digital PR está realmente ganhando força e será ainda mais popular em 2025.

Isso é bom porque muitas equipes de RP e marketing digital em empresas maiores não trabalham juntas de verdade. 

Por exemplo, os profissionais de RP internos geralmente deixam links valiosos de lado, como menções à marca não reivindicadas. Além disso, às vezes eles executam campanhas sem um objetivo claro de SEO de longo prazo como parte de sua estratégia geral. Portanto, esperamos que haja mais sinergia entre esses dois departamentos.

A desvantagem é que os profissionais de marketing geralmente estragam tudo ficando muito obcecados com a escala. Assim, muitos construtores de links podem acabar inundando jornalistas e veículos de comunicação com propostas de RP, o que pode prejudicar a eficácia desse método.

A popularidade do link building e de outros métodos de marketing oscila ao longo dos anos, sempre se autodestruindo pelo exagero. E então surgem novamente como a ‘nova’ melhor coisa a fazer. Na minha opinião, quase todos os métodos de link building são válidos, se bem executados. Portanto, se você está construindo links, tente variar suas táticas e não dependa de uma única coisa. E preste atenção em como você executa suas estratégias 🙂  

Opinião de Carolina Peres 
Concordo plenamente! O ser humano é meio bitolado nas coisas.

Quando diretório era uma boa alternativa, passavam dias e dias colocando os sites em diretórios até que isso se tornou obsoleto. 

Quando o Guest Post se tornou uma alternativa, inundavam as redações com matérias pífias e de gramática falha. Eu mesma já peguei Guest post de apenas 3 parágrafos, 2 linhas em que o redator que escreveu deveria voltar à primeira série do ensino fundamental. Mas, o link estava lá! 

Aí, veio uma ferramenta chamada Dino. Era só comprar um espaço que você saia com o Guest Post em diversos portais, incluindo Tier 01. A questão é que o Dino é uma ferramenta do Comunique-se que tem parceria com esses portais. Mesmo assim, a matéria servia apenas para alimentar o ego do dono da empresa. Não tinha valor editorial. 

O problema da gente, como ser humano, é achar que seguir a onda, a manada, vai dar certo porque se o outro está fazendo e funciona, temos que fazer também. Só que nem sempre é assim. 

Alexandra Tachalova – Digital Olympus

Versão Original:

Link building has undergone significant changes in the past two years. The main trend that continues to evolve is a return to basics. 

Specifically, we’re seeing a growing demand for links that not only tick all the SEO boxes but also help with building brand awareness. 

For instance, such links can be generated by getting featured as an expert on webinars and podcasts, as well as being included in various listicle posts.

Another trend that continues to grow over time is the shift from manual link building to more sustainable strategies that allow us to improve the current organic link flow. 

These strategies include creating linkable assets, working on co-marketing campaigns, conducting industry research, and collaborating closely with influencers.

Tradução:

A construção de links passou por mudanças significativas nos últimos dois anos. A principal tendência que continua a evoluir é o retorno aos fundamentos. 

Especificamente, estamos vendo uma demanda crescente por links que não apenas atendam a todos os requisitos de SEO, mas também ajudem na construção do reconhecimento da marca. 

Por exemplo, esses links podem ser gerados ao ser apresentado como um especialista em webinars e podcasts, bem como ao ser incluído em várias listas de artigos.

Outra tendência que continua a crescer ao longo do tempo é a mudança da construção manual de links para estratégias mais sustentáveis que nos permitem melhorar o fluxo de links orgânico atual. Essas estratégias incluem a criação de ativos que podem ser vinculados, o trabalho em campanhas de co-marketing, a realização de pesquisas do setor e a colaboração próxima com influenciadores.

Opinião de Carolina Peres 
Concordo, plenamente! É o que comentei sobre a construção de ativos linkáveis e realmente relevantes. Tem que ter algo vinculado ao trabalho de link building. Tem que ter algo que seja “comprável”. 
Link Building não se sustenta mais com apenas uma estratégia. Precisamos incrementar ainda mais! 

Diego Ivo – CEO da Conversion

A grande tendência de marketing, de inbound marketing ou de qualquer-coisa-marketing (e por consequência, SEO, Ads, etc.) é sair da visão de growth/performance antiga e fazer marketing pensando efetivamente na jornada do consumidor. 

Chega de medir resultados de marketing apenas por last-click, o que ainda é o padrão do mercado. 

É o momento de sair do tático, do operacional e pensar em ESTRATÉGIA. Só isso vai fazer mudar o ponteiro das empresas. Para fazer isso, é preciso unir growth e branding no que eu chamo de brandgrowth. Para ter receita e margem é preciso ter marca forte. 

E marca forte é marca buscada no Google, porque é o maior indicador de intenção de compra, com tráfego direto. Estude a métrica Share of Search (que é preditiva de market share e bem fácil de obter), estude brandgrowth. 

Ah, e estude Kotler. O que não anda bem no marketing em geral é porque tem muito guru e pouco Kotler. De 2025, é estratégia ou nada!

Opinião de Carolina Peres 
Estamos na era das entidades e Diego pontua muito bem isso.  Não adianta pensar em uma coisa só. Parece que, cada vez mais, SEO, Ads, Social… se unem para um único objetivo: força de marca! 
Essa tendência vai exigir muito de uma empresa, mas também abre espaço para que profissionais do setor possam se reinventar! Isso é indispensável. “PEraí, por que eu estou fazendo isso? O que vai trazer de bom para o site do meu cliente?”

Esses dias, li na literatura do Google sobre Core Web Vitals algo que me chamou a atenção. O Google diz o seguinte: “imagine que você está andando em uma cidade que está visitando. Você tem uma reunião importante. À medida que você caminha pelas ruas automaticamente, pequenas pedras e pedaços de construção dos prédios começam a cair sobre sua cabeça. Você precisa desviar o caminho e isso atrasa você. 

É exatamente isso que as pessoas fazem na web. Quando elas visitam um site em que elas não conseguem navegar, ou que está com problemas, essas pedras no caminho se transformam em um problema para a conversão. O Google usa essa literatura para explicar o empenho que um SEO deve ter ao dar atenção às alterações e otimizações de Core Web Vitals. Sem um site que tenha uma boa navegabilidade, não tem marca forte. 

Gus Pelogia – Senior SEO Product

Eu acredito que as AI Overviews vão mudar o universo de SEO como nunca vimos. Conteúdo “Top of Funnel” vai deixar de fazer sentido como hoje.

Muitas das experiências dos links azuis perderam espaço no Brasil e no mundo todo – a experiência nas SERPs com respostas de IA devem se tornar o novo padrão.

O SEO vai precisar se reinventar para descobrir como otimizar para a jornada, não para palavras-chave e como atribuir nosso impacto nessa jornada. 

Opinião de Carolina Peres
Concordo plenamente. Mas, também discordo em partes.

Acredito que o conteúdo top of funnel, não vai perder todo o seu valor. A jornada de compra do usuário é bem longa dependendo do produto ou serviço a ser comprado. 

O que acredito é que, cada vez mais, vamos precisar de conteúdo de qualidade. Conteúdo feito apenas para ranquear palavras-chave não vai mais ser efetivo. Isso é fato e talvez por isso estamos passando por essa revolução. 

Lisane Andrade – CEO Niara

O papel do profissional de SEO em 2025 será  mais estratégico. Será essencial não apenas entender as ferramentas e tecnologias disponíveis, mas também saber interpretar e aplicar os insights gerados por elas. 

Com mais dados, e de forma rápida e precisa, o SEO deverá ser capaz de levar mais resultados para os negócios.

Além disso, com a introdução de novos buscadores como o Search GPT, os profissionais terão que adaptar suas estratégias para garantir a visibilidade em múltiplas plataformas. Isso inclui a criação de conteúdos mais personalizados e relevantes, que atendam às necessidades dos usuários em cada canal, entregando a melhor experiência possível.”

Carolina Gandra – Content Marketer – Search One Digital

O SGE chegou para ficar! A Search Generative Experience começou a ser testada no fim de 2023. O ano de 2024 foi cheio de matérias e informações sobre como os resultados da busca no Google iam mudar a partir dessa novidade. 

Com os novos recursos de IA generativa na Busca, o Google quer eliminar grande parte do trabalho de pesquisa.  Assim, o visitante pode entender um tópico mais rapidamente, descobrir novos pontos de vista e visões e realizar suas tarefas com mais facilidade.

Com o buscador usando IA para gerar resumos rápidos e diretos na SERP, as respostas diretas aos usuários, reduz a necessidade de cliques. 

Para acompanhar essa mudança, é essencial estruturar o conteúdo para responder diretamente a perguntas comuns, usar dados estruturados e otimizar para snippets, aumentando a chance de ser destaque.

Dicas sobre como tirar tinta de cabelo da pele, incluindo métodos como vaselina e óleo capilar, apresentados pela L'Oréal Paris.
Opinião de Carolina Peres
Isso quer dizer que o site não vai mais ter cliques? Não. Até porque uma compra ou o fechamento de um negócio precisa de uma ação. O SGE traz para os sites uma nova oportunidade de melhoria e posicionamento de marca. Por quê? 

Veja, o Google não vai colocar em seu resultado qualquer site com qualquer conteúdo. É preciso que este conteúdo, além de atender a intenção da busca do usuário esteja bem otimizado para tal. 

Na minha opinião o SGE vai substituir os Featured Snippets. Então, não há motivo para pânico. Basta continuar trabalhando de modo a atender as expectativas do visitante e pronto! 

Alguns dos nossos clientes já aparecem no SGE por aqui. O que nos faz ter mais certeza ainda que é preciso um cuidado maior com a qualidade do conteúdo ofertado na mesma intensidade com a qual o site recebe otimizações técnicas e de SEO.

Luiz Paulo – Coordenador de SEO da Search One Digital 

U.X como fator de ranqueamento. Estive estudando bastante sobre CRO nos últimos vezes e é realmente mágico quando as análises de CRO geram insights que aumentam a conversão. 

O usuário diz o que ele quer consumir dentro de um site. E com análises de mapas de calor, local de clique, entre outros fatores, podemos entender qual o melhor formato para ofertar ao visitante o que ele precisa fazer. O óbvio precisa ser dito e o Google está de olho nisso. 

Motores de busca já estão priorizando sites que oferecem uma experiência do usuário muito mais preparada para atender aos objetivos. Principalmente, em ambiente mobile. Isso nem é uma tendência, é uma obrigação. 

Essa experiência está relacionada com tempo de carregamento, navegação simplificada, entre outros. U.x feito da maneira correta trazem 2 resultados importantes: menos bounce nas páginas e maior engajamento do visitante, o que potencializa o SEO, tráfego e, consequentemente, posicionamento. 

Adonai Elias – Coordenador de Content Marketing da Search One Digital

Quem planeja conteúdo para blog já identificou uma palavra-chave que seria estratégica para sua marca, mas descobriu, ao analisar a SERP, que ela estava absolutamente tomada por vídeos do Youtube, TikTok, imagens do Pinterest e outras mídias. 

Quando isso acontece, a palavra-chave é deixada de lado ou é produzido um artigo que não alcança boa performance. E, quando nos limitamos a isso, perdemos boas oportunidades de contato com a nossa persona através do SEO.

Com a posição oficial do Google sobre a indexação das redes sociais, mais especificamente a do Instagram, em 2025 as equipes de marketing de conteúdo e SEO deverão ser cada vez mais multiplataformas e multimídias. Não apenas para dar suporte ao blog post, mas também para atender a intenção de busca do usuário, aproveitando todas as oportunidades.

Conclusão

O marketing Digital, em específico o SEO vai trazer boas oportunidades. Mas, para alcançá-las é preciso unir equipes em um propósito.

Parte técnica, otimização on-page, conteúdo dinâmico, links de alta qualidade. Se isso não estiver no planejamento é perigoso nadar e morrer na praia. 

A concorrência não perdoa e cometer erros é crucial para a primeira posição do Google ou o fim da segunda página. Não tem mais espaço para isso. Este ano, de 2024, foram 2 grandes updates do Google focando em Helpful content. Com o Search GPT o Google ganhou um concorrente e, é claro, que ele vai fazer de tudo para continuar com sua hegemonia. 

Portanto, não espere reinventar a roda e se desligue das atualizações que o buscador anuncia. Tá, sei que é contraditório. Mas, o grande conselho é: não espere, atue! Pense no seu público, na necessidade dele. Conheça seu público-alvo de verdade. Mas, de verdade mesmo, sem suposições. 

Não deixe a parte técnica do seu site de lado. Ter um site sem SEO é como ter uma Ferrari e continuar dirigindo um fusquinha (nada contra eles, é mais à nível comparativo mesmo. Aliás, meu sonho é ter um fusquinha). 

Foque no ganho de visibilidade para sua marca. Use as estratégias de Digital PR para sair das fronteiras do seu domínio e mostrar a todos do que sua empresa é capaz e quanto conhecimento ela tem. Isso vai te ajudar a ser e ter ainda mais confiabilidade. 

Permita que os usuários comentem no seu site, façam avaliações. Mesmo que elas sejam negativas, é mais ético responder e converter um cliente que está insatisfeito com transparência do que esconder. Quem ver isso vai entender que a opinião do cliente realmente importa e que você não esconde ou finge ser bonzinho sempre. Afinal, erros acontecem. 

Vá além! Transforme seu site em uma máquina de conversões!

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